A retranca da Noruega: como neutralizou o ataque do Brasil na Copa

Egil Olsen lidera seleção europeia em vitória por 2 a 1 sobre time de Zagallo, com marcação implacável em 1998.

07/07/2026 04:30

4 min

Zagallo
Zagallo

A vitória histórica da Noruega sobre o Brasil na Copa do Mundo de 1998

No dia 23 de junho de 1998, a Noruega surpreendeu o mundo ao derrotar o Brasil por 2 a 1 no estádio Vélodrome, em Marselha, durante a fase de grupos da Copa do Mundo. A chave para o sucesso norueguês foi a tática defensiva elaborada pelo treinador Egil Olsen, que optou por um rigoroso esquema 4-1-4-1. Ao abrir mão da posse de bola, a Noruega conseguiu neutralizar as estrelas brasileiras, como Ronaldo, Bebeto e Rivaldo, garantindo uma virada memorável nos minutos finais da partida.

Estratégia tática de Egil Olsen para anular o Brasil

Na década de 1990, a seleção norueguesa adotou um estilo de jogo pragmático conhecido como “Drillo-ball”. Sob a liderança de Egil Olsen, a equipe implementou uma marcação por zona extremamente disciplinada, evitando a marcação individual. Em vez de seguir os jogadores brasileiros, os noruegueses focaram em defender espaços, formando blocos compactos que dificultavam as jogadas do meio-campo brasileiro, liderado por Dunga e Leonardo.

Para o ataque, a Noruega evitava passes curtos e optava por lançamentos longos. Os defensores eram instruídos a buscar o centroavante Tore André Flo, que tinha a missão de dominar a bola e reter a posse até a chegada dos meias Kjetil Rekdal e Roar Strand. Essa abordagem rápida e vertical impediu que a defesa brasileira se reorganizasse a tempo.

O resultado dessa estratégia se concretizou aos 38 minutos do segundo tempo. Após Bebeto abrir o placar para o Brasil, a Noruega manteve a calma e, em uma jogada rápida, Tore André Flo empatou a partida. Poucos minutos depois, um pênalti cometido por Júnior Baiano permitiu que Rekdal garantisse a vitória por 2 a 1, evidenciando a eficácia do plano de Olsen.

Histórico de confrontos e tabu da Noruega sobre o Brasil

A vitória em 1998 não foi um fato isolado. Apesar de o Brasil ter conquistado cinco títulos mundiais, a seleção nunca venceu a Noruega em jogos oficiais ou amistosos, tornando os escandinavos um adversário temido. Abaixo, está o histórico de confrontos entre as duas seleções:

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1. Noruega 2 x 1 Brasil (Copa do Mundo de 2026)

No encontro mais recente, durante as oitavas de final do Mundial na América do Norte, a Noruega novamente derrotou o Brasil. Com dois gols de Erling Haaland, a equipe europeia eliminou a seleção brasileira, repetindo o placar de 1998.

2. Noruega 1 x 1 Brasil (Amistoso em 2006)

Em um amistoso realizado em Oslo após a Copa do Mundo de 2006, as equipes empataram. A partida marcou a transição de gerações no futebol brasileiro, mas a sólida defesa norueguesa impediu a vitória do Brasil.

3. Noruega 2 x 1 Brasil (Copa do Mundo de 1998)

Este duelo em Marselha é o mais emblemático entre os dois países. A vitória da Noruega consolidou o sucesso de sua defesa contra o time estrelado do Brasil, garantindo a classificação da Noruega para as fases eliminatórias do torneio.

4. Noruega 4 x 2 Brasil (Amistoso em 1997)

Um ano antes do Mundial, a Noruega já havia demonstrado sua força em um amistoso em Oslo, onde venceu o Brasil, evidenciando a lentidão da defesa brasileira.

5. Noruega 1 x 1 Brasil (Amistoso em 1988)

O primeiro confronto oficial entre as seleções ocorreu no final da década de 1980, resultando em um empate que deu início à sequência invicta da Noruega, que se mantém até hoje.

Repetição do padrão contra a equipe de Carlo Ancelotti

A dificuldade do Brasil em enfrentar a organização norueguesa se repetiu em 2026. No jogo das oitavas de final, a seleção brasileira, sob o comando de Carlo Ancelotti, entrou como favorita, mas encontrou uma defesa sólida e contragolpes rápidos, elaborados por Ståle Solbakken.

Embora o Brasil tenha dominado a posse e criado oportunidades, a defesa norueguesa conseguiu neutralizar os ataques. O pesadelo histórico se concretizou quando Erling Haaland marcou dois gols decisivos, garantindo a classificação da Noruega. O gol de pênalti de Neymar nos acréscimos apenas diminuiu o placar para 2 a 1, mas não evitou a eliminação brasileira.

Esse confronto em Nova York reforça que a eficiência tática e a disciplina defensiva continuam sendo armas poderosas contra equipes que dependem da criatividade individual. O legado tático de Egil Olsen, iniciado em 1998, prova que a organização posicional pode superar até mesmo a seleção mais vitoriosa do futebol.

Fonte por: Jovem Pan

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