BNDES apresenta programa para restaurar 60 mil hectares de biomas

BNDES Lança 2ª Etapa do Programa Pró-Floresta+
Na quinta-feira, 2 de julho de 2026, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apresentou a segunda fase do Pró-Floresta+, um programa voltado para a compra de créditos de carbono destinados à restauração florestal. O evento ocorreu durante o Fórum Econômico da Transformação Ecológica Brasileira, realizado no Rio de Janeiro.
O Pró-Floresta+ busca conectar empresas interessadas na aquisição de créditos de carbono de alta qualidade com desenvolvedores que trabalham na restauração de florestas e na geração desses ativos.
Objetivos e Metas do Programa
Para iniciar essa nova fase, o BNDES firmou um documento que expressa o interesse de empresas de diversos setores em adquirir créditos de carbono. A demanda mínima estabelecida é de 1 milhão de créditos, o que corresponde à remoção de 1 milhão de toneladas de CO₂ da atmosfera.
O programa visa restaurar 60.000 hectares de áreas degradadas em todos os biomas do Brasil, o que equivale a aproximadamente 84.000 campos de futebol. Além disso, a iniciativa pretende capturar 19 milhões de toneladas de carbono e movimentar até R$ 6 bilhões em compras de créditos de carbono.
Mercado Organizado de Créditos de Carbono
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que essa nova fase estabelece um mercado estruturado para a compra de créditos de carbono, reunindo empresas interessadas e promovendo contratos de alta integridade. O objetivo é financiar projetos que recuperem áreas degradadas em todos os biomas brasileiros.
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Mercadante também ressaltou que os contratos com as empresas serão públicos e auditáveis, garantindo transparência. Ele mencionou que já existem empresas, tanto nacionais quanto internacionais, interessadas no leilão e que um novo edital será lançado para receber ofertas.
Histórico do Programa Pró-Floresta+
A primeira fase do Pró-Floresta+ teve a Petrobras como única compradora e tinha como meta a restauração de 50.000 hectares de floresta degradada na Amazônia, com a contratação de até 5 milhões de créditos de carbono, abrangendo uma área de cerca de 15.000 hectares.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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