‘Brasil acelera esforços’, afirma ministro sobre taxação dos EUA

Brasil busca evitar taxação de produtos nos EUA
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, declarou que o Brasil está se esforçando para evitar a taxação adicional sobre produtos brasileiros vendidos aos Estados Unidos. Ele enfatizou a importância de negociar firmemente, seguindo a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Márcio Elias, que assumiu o cargo em abril, se tornou um dos principais representantes do governo nas negociações com os EUA. Recentemente, ele participou de uma reunião virtual com a Representação Comercial dos EUA (USTR) ao lado de representantes do Ministério das Relações Exteriores.
Preocupações com o prazo de negociação
Após a reunião, o ministro expressou sua preocupação com o prazo para alcançar um acordo, que se encerra em 15 de julho. Ele mencionou que algumas questões estão dificultando o debate, referindo-se a articulações de membros da família do ex-presidente Jair Bolsonaro, tanto no Brasil quanto nos EUA.
Márcio Elias destacou que a presença de figuras como o deputado cassado Eduardo Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro no debate pode desviar o foco das questões econômicas e comerciais, introduzindo elementos políticos que não deveriam estar presentes nas negociações.
Reunião de alto nível com os EUA
O ministro atrasou seu discurso em um evento no Rio de Janeiro devido à reunião com os americanos, que foi a quarta de alto nível sobre o tema. Além disso, houve outras oito reuniões de caráter técnico. Durante a reunião virtual, foram discutidos temas como a colaboração entre as polícias brasileira e americana no combate ao crime organizado e na imigração.
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Outros tópicos abordados incluíram a atração de data centers e a proteção de patentes, com o ministro afirmando que o Brasil já opera em conformidade com padrões internacionais.
Ameaça de tarifas e resposta do Brasil
A USTR anunciou a intenção de taxar produtos brasileiros com base em uma investigação da Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, acusando o Brasil de concorrência desleal. O governo brasileiro refutou essas alegações, com o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Ribeiro Capobianco, defendendo que o desmatamento está sob controle e que existe uma rede de rastreamento para impedir a exportação de madeira ilegal.
Capobianco também destacou que o Ibama verifica toda a cadeia de custódia antes de liberar a exportação de madeira. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, comentou sobre uma carta do secretário de Estado americano, Marco Rubio, ao pré-candidato Flávio Bolsonaro, que foi vista como uma afronta à soberania brasileira.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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