Chefe do PCC detido na Bolívia será extraditado para o Brasil

Gerson Palermo é preso em Santa Cruz de La Sierra após operação da PF com a polícia boliviana. Confira no Poder360.

26/05/2026 19:40

2 min

Chefe do PCC detido na Bolívia será extraditado para o Brasil
(Imagem de reprodução da internet).

Captura de Gerson Palermo na Bolívia

Gerson Palermo, um dos principais líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital), foi preso na região de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, na terça-feira, 26 de maio de 2026. Ele estava foragido desde 15 de abril de 2020, quando obteve prisão domiciliar após deixar um presídio de segurança máxima em Campo Grande, MS.

A operação que resultou em sua captura foi realizada em conjunto pela Polícia Federal do Brasil e pela Força Especial de Combate ao Narcotráfico da Bolívia. O comandante da força boliviana, David Gómez, informou que Palermo será expulso do país.

Colaboração entre Brasil e Bolívia

Segundo David Gómez, a prisão de Palermo foi possível graças à troca de informações entre as autoridades dos dois países. Ele destacou que a Força de Combate ao Narcotráfico está em contato com as equipes de migração para garantir a expulsão do traficante e sua entrega à polícia brasileira.

Gómez também afirmou que, embora Palermo não tivesse processos na Bolívia, ele estava se escondendo no país para escapar da justiça brasileira.

Detalhes da Fuga de Palermo

A fuga de Gerson Palermo ocorreu em 15 de abril de 2020, quando ele conseguiu um habeas corpus durante um plantão judicial em Mato Grosso do Sul. O desembargador Divoncir Maran concedeu a prisão domiciliar em menos de 40 minutos. Poucas horas após deixar o presídio, Palermo rompeu a tornozeleira eletrônica que usava.

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O desembargador Divoncir Maran foi punido pelo Conselho Nacional de Justiça em fevereiro de 2026, recebendo aposentadoria compulsória por ter autorizado a prisão domiciliar de Palermo. O traficante havia sido condenado a 126 anos de prisão por crimes como tráfico internacional de drogas e sequestro de um avião, em agosto de 2000.

Na ocasião, Palermo e sua quadrilha sequestraram um Boeing 727/200 da Vasp, que fazia o trajeto de Foz do Iguaçu a Curitiba, e obrigaram o piloto a pousar em Porecatu, PR, onde roubaram cerca de R$ 5,5 milhões em malotes do Banco do Brasil.

Fonte por: Poder 360

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