Chileno detido no Aeroporto de Guarulhos por ofensas racistas e homofóbicas

Caso em voo para Frankfurt, na Alemanha, com escala em Santiago, no Chile, ocorreu no dia 10 de maio.

16/05/2026 22:30

2 min

Chileno detido no Aeroporto de Guarulhos por ofensas racistas e homofóbicas
(Imagem de reprodução da internet).

Chileno é preso por ofensas racistas e homofóbicas em voo

Na sexta-feira, 15, um cidadão chileno foi detido no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, após proferir comentários racistas e homofóbicos contra um comissário de voo da Latam. Durante uma discussão, ele ofendeu o funcionário chamando-o de “macaco” e imitando sons do animal, além de expressar descontentamento por ele ser gay.

O incidente ocorreu no dia 10 de maio, durante um voo com destino a Frankfurt, na Alemanha, que fazia escala em Santiago, no Chile. A discussão teve início quando o homem tentou abrir a porta da aeronave enquanto o voo estava em andamento.

De acordo com a Polícia Federal, o chileno foi preso por injúria racial e homofóbica. Após a formalização da queixa pelas vítimas, foi instaurado um procedimento investigativo que culminou na prisão preventiva do suspeito, decretada pela Justiça Federal. Ele foi localizado e detido ao retornar de Frankfurt, durante uma conexão no Brasil.

A identidade do homem não foi divulgada pela Polícia Federal.

Reação da Latam Airlines

A Latam Airlines emitiu uma nota repudiando veementemente qualquer prática discriminatória e violenta. A companhia afirmou que está colaborando integralmente com a Polícia Federal no caso do passageiro que agrediu um de seus tripulantes no voo LA8070, que partiu de São Paulo para Frankfurt no dia 10 de maio. A Latam também informou que está oferecendo suporte psicológico e jurídico ao funcionário que foi vítima da agressão.

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Detalhes da discussão

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o chileno discutindo com os funcionários da companhia aérea, onde ele se refere a um deles como “gay”. O funcionário questiona qual é o problema em ser gay, ao que o chileno responde que isso é um problema para ele.

O comissário de bordo então pergunta se também é um problema para ele ser negro, e o chileno responde de forma negativa, fazendo comentários depreciativos. As comissárias de bordo pedem que ele retorne ao seu assento, alertando que ele poderia ser retirado do voo.

O homem ironiza o pedido e continua a ofender o comissário, chamando-o de “mono” e imitando sons de macaco. Uma nova legislação sancionada em janeiro de 2023 no Brasil equipara o crime de injúria racial ao de racismo, com penas que variam de dois a cinco anos de prisão.

Fonte por: Jovem Pan

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