China mira vendas no varejo de US$ 8,8 trilhões até 2030

Plano visa aumentar o consumo interno com incentivos a serviços, automóveis, eletrodomésticos e elevação da renda familiar.

18/07/2026 09:40

3 min

Centro comercial de Shangai
Centro comercial de Shangai

China aprova plano para aumentar consumo interno até 2030

Na segunda-feira, 13 de julho de 2026, o governo chinês anunciou um plano ambicioso para expandir o consumo interno, com a meta de elevar as vendas anuais no varejo de bens de consumo para aproximadamente 60 trilhões de yuans (cerca de US$ 8,8 trilhões) até 2030. O Conselho de Estado, responsável pela aprovação do documento, destacou a importância do crescimento do consumo como uma prioridade econômica central.

Em 2025, as vendas no varejo da China alcançaram 50,1 trilhões de yuans, evidenciando a necessidade de estratégias eficazes para estimular ainda mais esse setor. O plano foi elaborado pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma e pelo Ministério do Comércio, que agora orientam os governos locais a priorizar o aumento do consumo.

Foco em serviços e bens duráveis

A iniciativa surge em um contexto onde Pequim busca impulsionar o consumo de serviços, enquanto a demanda por bens físicos apresenta sinais de fraqueza. Dados recentes mostram que, nos primeiros cinco meses de 2026, as vendas no varejo de serviços cresceram 5,4% em comparação ao ano anterior, enquanto as vendas de bens desaceleraram para 1,2%, ampliando a diferença entre as duas categorias.

O plano do governo prioriza serviços como alimentação, hospedagem e cuidados com idosos e crianças, além de promover a integração entre cultura, turismo e esportes. Para os bens, a estratégia inclui estimular a demanda por produtos duráveis, como automóveis e eletrodomésticos inteligentes, e apoiar marcas nacionais na busca por expansão internacional.

Desenvolvimento de novos modelos de consumo

As diretrizes também incentivam a criação de novos modelos de consumo, como o digital, verde e experiencial, além de promover a chamada economia de estreia, que se concentra no lançamento de produtos e novas experiências de consumo. O documento reconhece que o aumento do consumo está diretamente ligado ao poder de compra das famílias.

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Para isso, o governo se compromete a promover o pleno emprego, criar novas oportunidades de trabalho e estabilizar o mercado de trabalho, além de aumentar a renda familiar por meio de melhorias nos salários e políticas que valorizem trabalhadores qualificados e inovadores.

Fortalecimento da rede de proteção social

O plano também visa reforçar a confiança do consumidor, com a proposta de fortalecer a rede de proteção social. Isso inclui o aumento das pensões básicas, subsídios ao seguro-saúde e a ampliação da cobertura de seguro-desemprego e seguro contra acidentes de trabalho, especialmente para trabalhadores temporários e migrantes.

Em um discurso no Fórum de Davos de Verão de 2026, Guo Lanfeng, presidente da Sociedade Chinesa de Reforma Econômica, enfatizou a necessidade de reformas na distribuição de renda para garantir que os trabalhadores recebam uma parte justa dos ganhos em relação ao capital e à tecnologia, destacando a importância de abordar a insegurança da força de trabalho flexível na China.

Fonte por: Poder 360

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