Conselho Federal de Medicina proíbe uso do PMMA em procedimentos estéticos

CFM Proíbe Uso de PMMA em Procedimentos Estéticos no Brasil
O Conselho Federal de Medicina (CFM) anunciou, na sexta-feira (29 de maio de 2026), a proibição do uso de PMMA (polimetilmetacrilato) como preenchedor em procedimentos estéticos e reparadores no Brasil. A nova regra entrará em vigor na terça-feira (2 de junho de 2026), com a publicação da Resolução nº 2.461 de 2026 no Diário Oficial da União.
O PMMA é um material permanente e não absorvível pelo organismo, utilizado em produtos como lentes de contato e implantes. Nos últimos anos, sua aplicação se expandiu para preenchimentos faciais e corporais, gerando preocupações sobre a segurança do seu uso.
Exceções e Apoio da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
A resolução do CFM permite apenas o uso de PMMA para o tratamento da lipodistrofia em pacientes com HIV/aids, desde que realizado em unidades de alta complexidade credenciadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e seguindo os protocolos do Ministério da Saúde.
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) manifestou apoio à decisão do CFM, destacando que já recomendava a seus associados a evitar o uso do PMMA devido aos riscos associados e às evidências científicas que indicam complicações graves após sua aplicação.
Casos de Complicações e Morte
A restrição ao uso de PMMA foi reforçada após um caso recente de morte relacionado ao procedimento. Na terça-feira (26 de maio de 2026), uma mulher de 48 anos faleceu após a aplicação do produto nos glúteos e coxas.
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A SBCP enfatiza que diversos estudos documentam complicações que podem surgir meses ou até anos após a aplicação do PMMA, reforçando a necessidade de cautela em sua utilização.
Conclusão sobre a Proibição do PMMA
A proibição do uso de PMMA pelo CFM visa proteger a saúde dos pacientes e garantir a segurança nos procedimentos estéticos. A medida reflete uma crescente preocupação com os riscos associados a substâncias permanentes em tratamentos estéticos e a importância de seguir diretrizes rigorosas para a prática médica.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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