Custo de vida elevado compromete a narrativa de inflação sob controle

Desemprego cai e renda sobe, mas ganho ainda é insuficiente para recuperar poder de compra.

16/05/2026 20:20

2 min

Custo de vida elevado compromete a narrativa de inflação sob controle
(Imagem de reprodução da internet).

Frustração com a Inflação e o Custo de Vida no Brasil

Frases como “Está tudo muito caro” ecoam em supermercados, feiras e farmácias, refletindo a insatisfação da população. Essa percepção revela a disparidade entre os indicadores de inflação e o custo real de manter o padrão de consumo.

A inflação, definida como o aumento generalizado e contínuo dos preços, é oficialmente medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). O custo de vida, por outro lado, representa quanto uma família precisa gastar para sustentar seu estilo de vida em uma determinada região.

Desemprego e Renda: Um Cenário Complexo

Apesar da redução do desemprego e do aumento da renda nos últimos anos, esses ganhos não têm sido suficientes para recuperar o poder de compra da população. A combinação de números macroeconômicos positivos, como crescimento do PIB e valorização do salário mínimo, contrasta com a baixa aprovação do governo, que enfrenta a percepção de um orçamento familiar apertado.

A inflação medida pelo IPCA em 12 meses até abril deste ano foi de 4,39%, superior aos 4,26% acumulados até dezembro de 2025, mas inferior aos 4,68% do ano anterior. Embora a inflação esteja acima da meta de 3%, a política monetária tem conseguido evitar uma escalada nos preços.

A Percepção Popular da Inflação

Rodrigo Simões, diretor do Núcleo de Estudos da FAC-SP, destaca que a percepção popular sobre a inflação é compreensível, pois ela não reflete apenas o nível de preços, mas sim a velocidade de seu aumento. O aumento de preços em diversos setores, como mão de obra e logística, muitas vezes não retorna aos níveis anteriores, resultando em um custo de vida que cresce mais rapidamente do que os salários.

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Impacto no Custo da Cesta Básica

Um estudo revelou que, entre 2011 e 2025, o valor da cesta básica aumentou 205,1%, enquanto o salário mínimo subiu 178,5%. Em 2011, a cesta consumia 50,88% do salário mínimo; em 2025, esse percentual subiu para 55,73%. Isso indica que o custo de se alimentar aumentou, levando as pessoas a reduzirem o consumo de outros itens.

De acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, o valor da cesta variou de R$ 619,32 em Aracaju a R$ 906,14 em São Paulo. Em abril, o consumidor paulista gastou 60,43% do salário mínimo para adquirir a cesta, e estima-se que o salário mínimo deveria ser de R$ 7.612,49 para cobrir todas as despesas de uma família, conforme a previsão constitucional.

Fonte por: CNN Brasil

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