Edinho Silva critica PT por não assinar CPI do Master

Edinho Silva reconhece falha estratégica e afirma que partido protocolou pedido próprio. Confira no Poder360.

01/05/2026 21:40

3 min

Edinho Silva critica PT por não assinar CPI do Master
(Imagem de reprodução da internet).

PT Reconhece Erro ao Não Assinar CPI do Banco Master

O presidente do PT, Edinho Silva, admitiu que o partido cometeu um erro ao não assinar o requerimento para a instalação da CPI do Banco Master. A declaração foi feita em uma entrevista à jornalista Vera Rosa, onde Edinho destacou que a base do governo de Luiz Inácio Lula da Silva deveria ter liderado as investigações sobre o caso.

Críticas à Gestão Anterior

Edinho enfatizou que a criação do Banco Master e as operações fraudulentas ocorreram sob a supervisão do Banco Central durante o governo de Jair Bolsonaro. Ele ressaltou que as operações fraudulentas foram autorizadas na gestão de Campos Neto, indicado por Bolsonaro, e que o presidente Lula já havia determinado à Polícia Federal que iniciasse investigações sobre as denúncias de corrupção.

Defesa do PT

Em relação a menções a políticos do PT da Bahia no relatório da PF, como o senador Jaques Wagner e o ministro Rui Costa, Edinho negou qualquer envolvimento ilícito. Ele questionou por que o banco foi autorizado a operar sem lastro financeiro durante a administração anterior.

Desafios no Congresso

A avaliação sobre a CPI surge em um momento de dificuldades para o governo no Congresso Nacional. Edinho criticou a rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal, considerando-a um “grave erro” que gera instabilidade institucional. Ele também se manifestou contra a derrubada do veto presidencial que reduzia penas para condenados pelos atos extremistas de 8 de janeiro, afirmando que o Congresso ignora a gravidade da situação.

Críticas ao Sistema Político

O presidente do PT declarou que o modelo político brasileiro está “totalmente destruído”, citando o volume de emendas parlamentares impositivas como um sintoma desse esgotamento. Segundo Edinho, essas emendas se tornaram uma “moeda de troca” que enfraquece o poder do Executivo.

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Posição sobre Terras-Raras

Edinho também criticou o senador Flávio Bolsonaro por suas declarações sobre reservas de terras-raras, considerando-as um “absurdo”. Ele defendeu que o governo Lula vê esses recursos como fundamentais para o desenvolvimento industrial do Brasil, e não apenas como commodities para exportação.

Redução da Jornada de Trabalho

O presidente do PT defendeu a redução da jornada de trabalho, considerando a resistência à medida uma “falta de inteligência”. Ele argumentou que a proposta de reduzir a carga horária para 40 horas semanais é essencial para que o aumento da produtividade se traduza em consumo, afirmando que sem consumidores, o aumento da produtividade não terá efeito.

Futuro Político de Lula

Em meio a essas turbulências, Edinho afirmou que não há dúvida de que Lula será o candidato do PT nas eleições de 2026, destacando que ele é o líder mais preparado para conduzir o país.

Fonte por: Poder 360

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