Erika e Sâmia denunciam Tarcísio a órgãos após ação da PM na USP

Deputadas do Psol solicitam apuração sobre a ação da PM na desocupação da reitoria da universidade. Leia no Poder360.

10/05/2026 22:40

3 min

Erika e Sâmia denunciam Tarcísio a órgãos após ação da PM na USP
(Imagem de reprodução da internet).

Deputadas Federais Reagem a Ação Policial na USP

A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) anunciou que irá acionar a Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo, a Polícia Militar e a reitoria da Universidade de São Paulo (USP) após a desocupação da reitoria por parte da PM. A ação ocorreu na madrugada de domingo (10 de maio de 2026) e foi motivada por uma ocupação realizada por estudantes que reivindicavam melhorias nas políticas de permanência estudantil.

Outra deputada, Sâmia Bomfim (Psol-SP), também criticou a atuação da PM e informou que tomará medidas junto à Corregedoria da Polícia Militar e ao Ministério Público para investigar a “conduta ilegal e truculenta” da operação.

Ação da Polícia Militar na USP

Na madrugada de domingo, a Polícia Militar desocupou a reitoria da USP, que estava ocupada desde quinta-feira (7 de maio) por estudantes. A PM informou que cerca de 50 policiais participaram da operação, resultando na detenção de quatro pessoas que foram levadas ao 7º Distrito Policial e posteriormente liberadas.

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP relatou que a ação policial começou por volta das 4h15 e utilizou bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e cassetetes, resultando em ferimentos entre os estudantes. O DCE acusou a PM de agir sem uma ordem judicial de reintegração de posse.

Reações das Deputadas

Erika Hilton defendeu o direito dos estudantes ao protesto e criticou a falta de negociação por parte do poder público antes da ação policial. Ela destacou que é inaceitável que o governo tenha optado pela violência em vez de dialogar.

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A deputada também questionou a versão da reitoria da USP, que afirmou não ter sido informada sobre a operação. Hilton mencionou evidências de articulação entre a universidade e a PM, incluindo o corte de serviços essenciais para os estudantes.

Posicionamento da USP e da Secretaria de Segurança Pública

A USP declarou que notificou a Secretaria de Segurança Pública sobre a ocupação em 7 de maio, mas não foi avisada sobre a desocupação. A reitoria afirmou que tentou dialogar com os estudantes, mas as negociações chegaram a um impasse.

A Secretaria de Segurança Pública, por sua vez, afirmou que qualquer denúncia de abuso será rigorosamente investigada.

Conclusão

A situação na USP gerou um intenso debate sobre a atuação da polícia e os direitos dos estudantes. As deputadas Hilton e Bomfim prometem acompanhar de perto os desdobramentos e buscar responsabilizações pela ação policial. O caso destaca a importância do diálogo entre as instituições e a necessidade de garantir a segurança e os direitos dos estudantes em protestos.

Fonte por: Poder 360

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