EUA consideram condenação de Eduardo Bolsonaro como “perseguição”

Condenação de Eduardo Bolsonaro é Classificada como Perseguição pelo Departamento de Estado dos EUA
Na quinta-feira, 18 de junho de 2026, o Departamento de Estado dos Estados Unidos qualificou a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como “perseguição” e “guerra jurídica”. A decisão, que ocorreu na terça-feira, 16 de junho, foi unânime e resultou na condenação de Eduardo por coação no curso do processo.
Segundo o STF, o ex-deputado tentou intimidar o Judiciário brasileiro enquanto estava nos Estados Unidos, durante a investigação relacionada à ação penal contra seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que se encontra em prisão domiciliar desde março de 2026.
Reação do Departamento de Estado dos EUA
Em uma nota enviada à imprensa, um porta-voz do Departamento de Estado expressou que a condenação de Eduardo Bolsonaro é um reflexo de um padrão de perseguição e uso político do sistema judicial no Brasil contra opositores. O representante enfatizou que questões políticas devem ser resolvidas por meio de eleições democráticas, e não através de condenações judiciais.
Confusão de Trump sobre os Bolsonaro
Durante comentários sobre a condenação, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, confundiu Eduardo com seu irmão, Flávio Bolsonaro, que é senador e pré-candidato à presidência. Trump afirmou que “prenderam um Bolsonaro” que estava “indo bem nas pesquisas”, errando ao dizer que Eduardo havia sido preso. O ex-deputado, que se encontra autoexilado nos Estados Unidos, foi apenas condenado pelo STF.
O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, destacou que Eduardo Bolsonaro tentou usar sanções e tarifas dos EUA como forma de intimidar o Supremo, o que não se configura como uma simples manifestação política ou liberdade de expressão. Moraes também mencionou que Eduardo e Paulo Figueiredo levaram documentos da Justiça brasileira a autoridades norte-americanas para justificar ações contra autoridades do Brasil.
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Visita de Flávio Bolsonaro a Trump
No dia 26 de maio, Flávio Bolsonaro teve um breve encontro com Donald Trump em Washington, onde fotos do encontro foram compartilhadas nas redes sociais. Em 1º de junho, a administração Trump anunciou uma proposta de tarifa de 25% sobre diversos produtos importados do Brasil, com Lula responsabilizando Flávio e Eduardo pela articulação dessa medida, que visa prejudicar sua candidatura à reeleição.
A decisão final sobre a aplicação da tarifa será tomada por Trump, e o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) está investigando temas como:
- Pix;
- comércio digital;
- tarifas preferenciais;
- combate à corrupção;
- proteção à propriedade intelectual;
- acesso ao mercado de etanol;
- desmatamento ilegal.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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