Fiesp se opõe à tarifa zero na importação de veículos elétricos

Fiesp Critica Renovação de Cotas de Importação de Veículos Eletrificados
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) manifestou sua insatisfação em relação à decisão do Gecex-Camex de prorrogar as cotas de importação com alíquota zero para veículos eletrificados desmontados e semidesmontados. A medida foi anunciada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) em 23 de junho de 2026.
De acordo com o governo, as novas cotas terão validade de seis meses, iniciando em 1º de julho, com um limite total de US$ 463 milhões. O benefício se aplica a veículos CKD (completamente desmontados) e SKD (semidesmontados), enquanto veículos montados não serão incluídos na isenção.
Reação da Fiesp à Decisão do Governo
Em uma nota, a Fiesp expressou preocupação com a decisão, afirmando que a medida “prejudica diretamente a indústria que investe no Brasil”. A entidade destacou que a renovação das cotas para modelos desmontados contraria decisões anteriores do próprio Gecex.
As cotas anteriores para a importação de kits de veículos elétricos haviam sido encerradas em fevereiro de 2026, conforme um cronograma estabelecido após discussões com o setor produtivo.
Impacto na Indústria Automotiva
Paulo Skaf, presidente da Fiesp, criticou a mudança repentina nas regras, afirmando que isso viola a segurança jurídica e prejudica a previsibilidade regulatória. Ele ressaltou que a cadeia automotiva brasileira, que planejou investimentos com base na estabilidade das decisões, está sendo penalizada.
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A discussão sobre a tributação de veículos eletrificados teve início em 2023, quando o governo começou a retomar gradualmente o imposto de importação sobre híbridos e elétricos. Em 2025, o Gecex antecipou a cobrança da alíquota cheia para kits CKD e SKD, mas agora decidiu prorrogar a cota com imposto zero por mais seis meses.
Conclusão sobre as Cotas de Importação
A renovação das cotas de importação de veículos eletrificados desmontados e semidesmontados gera um debate acalorado sobre a política industrial do Brasil. A Fiesp continua a defender a estabilidade regulatória e a proteção dos investimentos na indústria nacional, enquanto o governo busca alternativas para estimular a adoção de veículos elétricos no país.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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