FPA reprova Plano Safra e afirma que governo exagerou nos recursos do programa

Bancada do agro critica “engenharia financeira” do Executivo e exige aumento de recursos para seguro rural e crédito de custeio.

30/06/2026 16:20

3 min

Frente Parlamentar da Agropecuária discute medidas de proteção ao setor
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Críticas da FPA ao Plano Safra 2026/27

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) manifestou descontentamento com o Plano Safra 2026/27, anunciado pelo governo federal. A bancada alega que, ao contrário do que foi divulgado, o programa apresenta uma redução real nos recursos destinados ao crédito rural.

Em comunicado, a FPA destacou que o governo incluiu valores de fundos que não fazem parte do crédito rural tradicional, o que inflacionou o montante apresentado. Sem esses recursos, o Plano Safra mostraria uma redução de R$ 29,6 bilhões, equivalente a 5,73% em comparação ao ciclo anterior.

Principais Críticas ao Plano Safra

Uma das principais preocupações da FPA é a diminuição dos recursos para custeio e comercialização, que caíram de R$ 414,7 bilhões para R$ 384,9 bilhões, representando uma redução de 7,2%. Para a bancada, essa modalidade é crucial para garantir o plantio, a compra de insumos e a manutenção da atividade produtiva.

A FPA também observou um aumento nos recursos para investimentos, que subiram de R$ 101,5 bilhões para R$ 140,2 bilhões, mas atribui esse crescimento à inclusão de R$ 38,5 bilhões em fundos que não deveriam ser considerados no Plano Safra.

Impactos nos Programas de Apoio

A FPA criticou a redução de 54% nos recursos do Moderfrota, que é destinado à renovação de máquinas e equipamentos, e a queda de 28% no Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), mesmo diante do déficit de armazenagem no país. Além disso, os recursos equalizados também sofreram uma retração de 14,7%, caindo de R$ 113,8 bilhões para R$ 97 bilhões, o que limita a oferta de crédito com juros subsidiados.

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Seguros Rurais e Endividamento do Setor

Em relação ao seguro rural, a FPA apontou cortes orçamentários no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), prevendo que a área coberta será a menor dos últimos dez anos, com apenas 2,69 milhões de hectares, em um contexto de riscos climáticos crescentes. A bancada defende a necessidade de mais recursos para essa área.

Embora a FPA tenha reconhecido a redução das taxas de juros anunciada pelo governo, considerou a medida insuficiente diante do endividamento do setor e da restrição de crédito enfrentada pelos produtores.

Posicionamento da FPA e Próximos Passos

A FPA também criticou a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no lançamento do Plano Safra, interpretando essa falta como uma tentativa equivocada do governo de dividir o agro brasileiro. A bancada reafirmou seu compromisso em defender no Congresso a aprovação do Projeto de Lei 5.122/2023, que aborda a renegociação das dívidas rurais, e do Projeto de Lei 2.951/2024, que reformula o seguro rural.

Fonte por: CNN Brasil

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