Governadora do Acre afirma que construtora será responsabilizada pelo desabamento da ponte

Responsabilidade pela Ponte que Desabou no Acre
A governadora do Acre, Mailza Assis (PP), anunciou neste sábado (6) que a empresa responsável pela construção da ponte que desabou na última sexta-feira (5) será responsabilizada. A ponte Frei Paolino Baldassari, localizada em Sena Madureira, ainda está dentro do período de garantia, uma vez que foi inaugurada em março de 2024, durante a gestão do ex-governador Gladson Cameli (PP).
Supervisão e Execução da Obra
A construção da ponte foi supervisionada pelo Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre) e realizada pela Construtora Cidade em menos de dois anos. O governo do Acre informou que a Procuradoria-Geral do Estado solicitará uma tutela antecipada para obrigar a empresa a reconstruir a ponte ou oferecer uma alternativa de travessia sobre o rio Iaco, que a estrutura desabada atravessava.
Medidas Legais e Assistência às Vítimas
A Procuradoria também estuda a possibilidade de bloquear os bens da empresa no valor total do contrato de construção. Além disso, será exigido que a construtora forneça assistência aos quatro feridos, sendo que um deles se encontra em estado grave. A governadora ressaltou que não há um prazo definido para a reconstrução da ponte.
Responsabilidade da Construtora
O governo do Acre destacou que a obra foi contratada em modalidade integrada, o que significa que a Construtora Cidade assumiu total responsabilidade pelo projeto e execução da obra. Assim, a empresa é a única responsável pelas decisões técnicas que influenciaram a construção da ponte. O governo também esclareceu que não houve participação do Deracre ou do Estado na concepção e execução do projeto.
Possíveis Causas do Desabamento
O governo estadual indicou que o desabamento da ponte pode ter sido causado pelo “efeito de terras caídas”, um fenômeno de erosão nas margens de rios. Essa situação é comum em rios em formação, como o Rio Iaco, que apresenta cheias intensas e secas severas. A administração estadual enfatizou que a construtora possui experiência na construção de pontes na região amazônica, e que era esperado que seus projetos incluíssem soluções para garantir a segurança da obra.
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Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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