Inquérito da Abin Paralela completa um ano sem avanços na PGR

Alexandre de Moraes concedeu prazo de 15 dias em junho do ano passado para Paulo Gonet decidir sobre denúncia dos indiciados pela PF.

17/06/2026 18:20

2 min

Inquérito da Abin Paralela completa um ano sem avanços na PGR
(Imagem de reprodução da internet).

Inquérito da Abin Paralela segue sem definição após um ano

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, mantém em sua mesa o inquérito da Abin Paralela, que investiga o uso ilegal da estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar autoridades de forma clandestina. Este inquérito está parado há um ano.

A Polícia Federal concluiu a investigação em 17 de junho do ano passado, identificando 36 pessoas que cometeram crimes ao utilizar ferramentas de monitoramento de maneira ilegal. Entre os indiciados estão o ex-chefe da Abin, Alexandre Ramagem, o ex-vereador Carlos Bolsonaro e o atual diretor-geral da agência, Luiz Fernando Corrêa.

Após a conclusão, o ministro Alexandre de Moraes retirou o sigilo do processo e enviou-o para Gonet, que deveria decidir em até 15 dias se apresentaria denúncia, arquivaria o caso ou solicitava mais investigações.

Demora na decisão do procurador-geral

O prazo para que Gonet tomasse uma decisão sobre os indiciados completou um ano nesta quarta-feira (17), sem que houvesse qualquer definição. Servidores da Abin buscaram informações na Procuradoria Geral da República (PGR), mas não obtiveram respostas sobre a expectativa de uma decisão.

Informações indicam que o procurador-geral deveria decidir nos primeiros meses do ano sobre três investigações criminais, incluindo a Abin Paralela. A intenção é evitar que denúncias sejam feitas durante o período eleitoral, para prevenir acusações de interferência nas eleições. No entanto, apenas o caso da Abin Paralela permanece sem resolução.

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A União dos Profissionais de Inteligência de Estado da Abin expressou preocupação com a demora, afirmando que isso compromete o funcionamento da agência e sua capacidade de planejamento. A entidade destacou que a situação resulta em um déficit de pessoal, enquanto gestores indiciados continuam em funções de comando, com acesso a informações sensíveis.

Tendências e implicações da denúncia

Auxiliares do procurador-geral acreditam que o relatório da Polícia Federal é robusto e detalhado, o que pode levar a uma tendência de denúncia. Gonet já demonstrou sua posição em relação à Abin Paralela em fevereiro do ano passado, quando apresentou denúncia em um caso relacionado a tentativas de golpe de Estado.

Na ocasião, ele afirmou que a estrutura de inteligência foi utilizada indevidamente por uma organização criminosa para promover ataques virtuais e desinformação contra opositores do ex-presidente Jair Bolsonaro, além de incitar animosidade social. Gonet destacou que as ações da Abin Paralela configuram crimes contra as instituições democráticas.

Fonte por: CNN Brasil

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