Irã nega reabertura do Estreito de Ormuz após apreensão de dois navios

Tensões no Estreito de Ormuz e a Posição do Irã
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou nesta quarta-feira (22) que a reabertura do Estreito de Ormuz está descartada enquanto persistir o bloqueio americano aos portos do Irã. A chancelaria iraniana também não se manifestou sobre a prorrogação do cessar-fogo.
Após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na terça-feira, sobre uma prorrogação indefinida do cessar-fogo para facilitar negociações, a atenção se volta para o Estreito de Ormuz. Essa passagem é crucial para o comércio de hidrocarbonetos, impactando diretamente a economia global.
Intercepções e Apreensões no Estreito
A Guarda Revolucionária do Irã informou que interceptou dois navios mercantes que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz, bloqueado desde o início da guerra em 28 de fevereiro, após ataques dos EUA e de Israel. A apreensão foi confirmada em comunicado oficial.
Donald Trump mencionou a possibilidade de um segundo ciclo de conversas entre os Estados Unidos e o Irã nos próximos dias, conforme reportado por um veículo de comunicação. Ele respondeu positivamente a questionamentos sobre a expectativa de um novo diálogo em Islamabad.
Apreensão de Navios e Reação da Casa Branca
A Guarda Revolucionária deteve os “dois navios infratores” no Estreito de Ormuz, que foram apreendidos. A Casa Branca, por sua vez, declarou que essa apreensão não constitui uma violação do cessar-fogo, uma vez que os navios não eram de bandeira americana ou israelense, mas sim embarcações internacionais.
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Reabertura Temporária e Novas Ameaças
No dia 17, o Estreito de Ormuz foi reaberto, mas no dia seguinte, o Irã apreendeu dois navios que tentaram atravessar a passagem, levando-os para suas águas territoriais. Em resposta a essa tentativa de invasão, o país anunciou que o estreito seria fechado novamente.
A Guarda Revolucionária emitiu um alerta contra qualquer ação que contrarie as normas da República Islâmica no Estreito, enfatizando a importância da segurança da navegação nessa via marítima. Teerã destacou que os navios devem obter autorização para entrar ou sair do Golfo pelo Estreito de Ormuz, uma rota que, em tempos de paz, representa 20% das exportações mundiais de petróleo e gás, além de outros produtos essenciais.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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