Wall Street Journal compara PCC à máfia italiana: ‘Eficiência de multinacional’

Jornal dos EUA revela que facção brasileira opera em quase 30 países e avança no território norte-americano.

22/04/2026 11:30

2 min

Wall Street Journal compara PCC à máfia italiana: ‘Eficiência de multinacional’
(Imagem de reprodução da internet).

PCC: A Facção Brasileira com Alcance Global

Uma reportagem do Wall Street Journal revelou que o Primeiro Comando da Capital (PCC), originado nos presídios de São Paulo, é comparado a uma “corporação multinacional” em termos de eficiência. O grupo é classificado como uma “potência global na rota da cocaína”, semelhante à máfia italiana.

Desde sua fundação na década de 1990, quando detentos lutavam por itens básicos, o PCC cresceu para cerca de 40 mil membros, atuando em quase 30 países ao redor do mundo, exceto na Antártica. A organização é considerada uma das maiores facções criminosas das Américas, com uma vasta rede de afiliados.

O PCC se diferencia de outras organizações criminosas, como os narcotraficantes mexicanos e as milícias colombianas, por manter um perfil discreto e focado em negócios. Os membros buscam “fortuna, não fama”, evitando ações que possam chamar a atenção das autoridades.

A reportagem também destaca que os novos integrantes do PCC devem seguir um rigoroso código de conduta, e as cerimônias de juramento podem ocorrer por videoconferência. Além disso, a facção estabeleceu alianças estratégicas com a ‘Ndrangheta, a Yakuza e gangues da Albânia e da Sérvia para o tráfico de drogas para a Europa.

Ameaça Crescente aos Estados Unidos

Embora a Europa seja o principal mercado para a cocaína do PCC, a facção já é vista como uma ameaça nos Estados Unidos. Autoridades paulistas identificaram uma “divisão norte-americana” do grupo, que foi sancionada pelo Departamento do Tesouro dos EUA em 2021 e teve bens congelados em 2024.

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Atualmente, indivíduos associados ao PCC estão sendo rastreados em estados como Flórida, Nova York, Nova Jersey, Connecticut e Tennessee. Em Massachusetts, brasileiros ligados ao grupo enfrentam acusações de tráfico de armas pesadas e fentanil.

Devido ao crescimento e à complexidade das operações do PCC, policiais e promotores brasileiros solicitaram que o governo dos EUA classifique a facção como uma “Organização Terrorista Estrangeira”.

Fonte por: Jovem Pan

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