Protesto de caminhoneiros na Argentina gera prejuízo de US$ 280 milhões

Paralisação de Caminhoneiros em Quequén Causa Perdas Milionárias
A greve de caminhoneiros no porto de Quequén, localizado no sul da província de Buenos Aires, resultou em prejuízos estimados em US$ 280 milhões. A informação foi divulgada por Gustavo Idígoras, presidente da Câmara Argentina da Indústria de Óleos e do Centro de Exportadores de Cereais (Ciara-CEC), em entrevista a um jornal local.
Com duas semanas de paralisação, a greve impede o embarque de 347,6 mil toneladas de grãos. Transportadores marítimos estão considerando desviar as cargas para o porto de Bahia Blanca ou para portos no Brasil, conforme informações do setor agrícola.
Demandas dos Caminhoneiros e Impactos no Setor Agrícola
Os caminhoneiros exigem um aumento de 25% a 30% nas tarifas de frete, argumentando que os custos operacionais aumentaram significativamente em relação à receita. O preço do diesel, por exemplo, já subiu mais de 30% em 2026.
As negociações entre motoristas, empresas de armazenamento de grãos e grupos de produtores agrícolas ainda não resultaram em um acordo, prolongando a crise no setor.
Impacto nas Exportações Agrícolas
Das 347,6 mil toneladas que não foram embarcadas, 126 mil toneladas são de sementes de girassol, 118,6 mil toneladas de milho, 78 mil toneladas de trigo e 25 mil toneladas de cevada. Essa paralisação afeta diretamente as operações de exportação no porto de Quequén, um dos principais pontos de escoamento da produção agrícola argentina.
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Conclusão
A situação no porto de Quequén evidencia os desafios enfrentados pelo setor agrícola argentino, com a paralisação dos caminhoneiros gerando perdas significativas e afetando a cadeia de suprimentos. A resolução do impasse é crucial para a retomada das exportações e a estabilidade do mercado.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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