Lindbergh solicita novamente que Moraes revogue prisão domiciliar de Bolsonaro

Pedido aponta que escolta do ex-presidente impediu intimação sobre pistola registrada em seu nome e apreendida pela polícia.

19/06/2026 17:40

3 min

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Pedido de Revogação da Prisão Domiciliar de Jair Bolsonaro

O vice-líder do Governo na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), solicitou ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, a revogação da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL). O pedido foi feito na sexta-feira (19 de junho de 2026) e se baseia em alegações de descumprimento de medidas judiciais relacionadas a uma pistola encontrada na residência do ex-presidente e a interferências no cumprimento de intimações policiais.

Justificativas do Pedido

No documento apresentado, a primeira justificativa é uma comunicação do delegado-chefe da 17ª Delegacia de Polícia, Thiago Boeing, ao STF. O delegado informou que a equipe de escolta impediu a intimação de Bolsonaro, o que gerou a necessidade do pedido de revogação da prisão domiciliar.

Este é o segundo pedido de Lindbergh sobre o tema nesta semana. O primeiro ocorreu na quarta-feira (17 de junho), após a confirmação de que Bolsonaro possuía uma pistola Glock G17, calibre 9mm, em sua residência. A defesa do ex-presidente admitiu o fato, alegando que ele identificou uma suposta falha técnica e entregou a arma a um segundo-sargento do Exército para avaliação.

Argumentos da Defesa

Os advogados de Bolsonaro argumentaram que a equipe de segurança retirou o percussor da arma sem o conhecimento do ex-presidente, devido a medicações psiquiátricas que afetavam sua cognição. Eles afirmaram que a arma estava registrada formalmente no Exército.

Lindbergh Farias também pediu que a Procuradoria-Geral da República fosse consultada sobre o descumprimento das condições da custódia. Caso a revogação não seja aceita, o deputado solicitou que o episódio seja considerado para impedir a renovação da prisão domiciliar de Bolsonaro.

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Apreensão da Arma de Bolsonaro

A pistola de Jair Bolsonaro foi apreendida durante um bloqueio policial em Brasília, na segunda-feira (15 de junho). O armamento estava sendo transportado por Estácio Leite da Silva, um militar que faz parte da segurança do ex-presidente. Em seu depoimento, o militar afirmou que a arma foi retirada para reparos, alegando que havia uma pane que poderia ser facilmente resolvida.

Na terça-feira (16 de junho), o ministro Moraes havia determinado que a defesa de Bolsonaro apresentasse esclarecimentos sobre a pistola em até 24 horas. Os advogados responderam no dia seguinte, afirmando que a arma estava sem condições de uso e que o ex-presidente havia solicitado manutenção ao Exército.

Próximos Passos

A Polícia Civil do Distrito Federal irá ouvir Jair Bolsonaro na próxima quarta-feira (24 de junho de 2026) sobre a apreensão da arma. O depoimento será realizado por videoconferência, conforme autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes. A PCDF solicitou a videoconferência para coletar informações sobre o caso.

Fonte por: Poder 360

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