Luiz Marinho afirma que, se fosse Lula, “escolheria substituir” Jaques

Ministro do Trabalho sugere afastamento de líder do governo no Senado para assegurar foco na defesa

24/06/2026 15:20

2 min

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Ministro do Trabalho sugere substituição de Jaques Wagner na liderança do governo

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, manifestou nesta quarta-feira (24) a necessidade de que o senador Jaques Wagner (PT-BA) deixe a liderança do governo no Senado. Marinho, ao comentar a situação do parlamentar, afirmou que, se estivesse na posição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, optaria pela substituição.

Durante a divulgação do Rais (Relação Anual de Informações Sociais), Marinho expressou seu respeito por Wagner, mas enfatizou que a decisão final cabe ao presidente Lula, que deve dialogar com o senador sobre o assunto.

Contexto da situação de Jaques Wagner

Na última quinta-feira (19), Jaques Wagner foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes relacionadas ao Banco Master. A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em locais ligados ao senador e seus familiares em Salvador, Brasília e São Paulo.

Marinho relatou que entrou em contato com Wagner no dia seguinte à operação para oferecer solidariedade. No entanto, o ministro acredita que o afastamento do cargo seria a melhor alternativa para que Wagner possa se defender adequadamente.

Ele ressaltou que, em certas situações, é necessário que as pessoas deixem suas posições para se defenderem melhor, e que a decisão sobre a liderança deve ser tomada em conjunto entre o presidente e Wagner.

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Reunião entre Lula e Wagner para definir futuro político

O presidente Lula está programado para se reunir com Jaques Wagner nesta quarta-feira, com o objetivo de discutir o futuro do senador na liderança do governo. Fontes indicam que a tendência é que Wagner não permaneça no cargo, devido ao desgaste político gerado pela operação da PF.

Defesa de Jaques Wagner busca anulação da operação

A defesa do senador acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) na segunda-feira (22) para solicitar a anulação da operação da PF. Os advogados de Wagner alegam que houve erros graves que comprometem a validade da medida.

O principal argumento da defesa é que, ao contrário do que sugere a investigação, o senador não teria favorecido o Banco Master no Congresso Nacional. Um dos pontos questionados é a emenda apresentada por Wagner durante a tramitação de uma Medida Provisória que visava aumentar o limite de crédito consignado, a qual, segundo a defesa, limitava juros e protegia os consumidores.

Fonte por: CNN Brasil

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