Mercado ajusta previsão da inflação para 4,36% em 2023

Estimativa é divulgada no Boletim Focus do Banco Central (BC) nesta segunda-feira (6)

06/04/2026 11:30

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Previsão do IPCA e Impactos Econômicos

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é a referência oficial da inflação no Brasil, foi ajustada de 4,31% para 4,36% para este ano. Essa estimativa foi divulgada no Boletim Focus, publicado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (6), que reúne as expectativas de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos.

As tensões geradas pela guerra no Oriente Médio levaram a um aumento na previsão da inflação, que já é a quarta elevação consecutiva, embora ainda esteja dentro do intervalo da meta estabelecida pelo BC. A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual, resultando em limites de 1,5% a 4,5%.

No mês de fevereiro, a inflação oficial foi de 0,7%, impulsionada principalmente pelos aumentos nos preços de transportes e educação, superando o índice de janeiro, que foi de 0,33%. Contudo, o IPCA acumulado em 12 meses caiu para 3,81%, marcando a primeira vez que fica abaixo de 4% desde maio de 2024.

A divulgação da inflação de março, que poderá refletir os impactos da guerra no Oriente Médio, está prevista para a próxima quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para os anos de 2027, 2028 e 2029, as projeções de inflação foram ajustadas para 3,85%, 3,6% e 3,5%, respectivamente.

Taxa Selic e suas Implicações

O Banco Central utiliza a taxa básica de juros, a Selic, como principal ferramenta para atingir a meta de inflação. Atualmente, a Selic está fixada em 14,75% ao ano, após uma redução de 0,25 ponto percentual na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Antes do aumento das tensões no Irã, a expectativa era de um corte maior, de 0,5 ponto percentual.

A Selic, que chegou a 15,25% ao ano, estava em seu nível mais alto desde julho de 2006. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada em sete ocasiões, mas permaneceu inalterada nas quatro reuniões seguintes. Apesar de indícios de um possível ciclo de redução, o BC pode rever essa estratégia devido às incertezas geradas pelo conflito no Oriente Médio.

O próximo encontro do Copom para discutir a Selic está agendado para os dias 28 e 29 de abril. As previsões dos analistas para a taxa básica até o final de 2026 permanecem em 12,5% ao ano, com expectativas de redução para 10,5% em 2027 e 10% em 2028. Para 2029, a taxa deve atingir 9,75% ao ano.

Quando a Selic é elevada, o objetivo é conter a demanda aquecida, o que impacta os preços, já que juros mais altos encarecem o crédito e incentivam a poupança, dificultando a expansão econômica. Os bancos também consideram fatores como risco de inadimplência e despesas administrativas ao definir as taxas de juros para os consumidores.

Por outro lado, a redução da Selic tende a baratear o crédito, estimulando a produção e o consumo, o que pode levar a um controle menos rigoroso sobre a inflação e a um aumento da atividade econômica.

Expectativas para o PIB e Câmbio

No Boletim Focus, a previsão de crescimento da economia brasileira para este ano permanece em 1,85%. Para 2027, a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) é de 1,8%, enquanto para 2028 e 2029, a expectativa é de crescimento de 2% em ambos os anos.

Em 2025, a economia brasileira registrou um crescimento de 2,3%, conforme dados do IBGE, com todos os setores apresentando expansão, especialmente a agropecuária, marcando o quinto ano consecutivo de crescimento.

A previsão para a cotação do dólar no final deste ano é de R$ 5,40, enquanto para o final de 2027, a estimativa é de que a moeda norte-americana atinja R$ 5,45.

Fonte por: Jovem Pan

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