Merz destaca importância do acordo UE-Mercosul para a política comercial
Chanceler alemão afirma que acordo aprovado nesta sexta-feira (9.jan) irá fortalecer economia e relações comerciais entre os dois blocos.
Aprovação do Acordo Comercial entre União Europeia e Mercosul
O chanceler alemão, Friedrich Merz, destacou a aprovação do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, ocorrida na sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, como um “marco na política comercial europeia”. Em sua declaração, Merz enfatizou a importância do pacto para fortalecer a economia e as relações comerciais com a América do Sul, beneficiando tanto a Alemanha quanto a Europa.
Histórico das Negociações
As negociações para este acordo comercial começaram em junho de 1999, durante a 1ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da América Latina, do Caribe e da União Europeia, realizada no Rio de Janeiro. O Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) aponta que essa cúpula foi crucial para impulsionar os esforços de elaboração de um tratado bilateral, visando uma maior integração entre os dois blocos.
O objetivo do pacto é reduzir tarifas alfandegárias e facilitar o comércio de bens e serviços, além de incluir compromissos relacionados à propriedade intelectual, compras públicas e sustentabilidade ambiental.
Aprovação e Oposição
Na sexta-feira, a maioria dos Estados-membros da União Europeia aprovou o acordo, embora países como França, Polônia, Áustria, Irlanda e Hungria tenham se oposto. A Bélgica optou por se abster. As capitais da União Europeia tinham até as 17h de hoje em Bruxelas para apresentar objeções.
O presidente francês, Emmanuel Macron, já havia anunciado sua intenção de votar contra o acordo, argumentando que os benefícios seriam limitados para o crescimento francês e europeu, e que não justificariam a exposição de setores agrícolas importantes. A Irlanda também expressou sua oposição, com o vice-primeiro-ministro afirmando que as medidas propostas não eram suficientes para atender às preocupações da população.
Conclusão sobre a Aprovação do Acordo
Para que o acordo fosse aprovado, a Comissão Europeia precisava do apoio de pelo menos 15 dos 27 países membros, representando ao menos 65% da população da UE. O pacto recebeu apoio significativo de países como Alemanha e Espanha, sendo a Itália, com seus 59 milhões de habitantes, considerada essencial para a votação.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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