Moradores de Mauá enfrentam medo constante em condomínio ameaçado de colapso

Vídeo enviado à Jovem Pan revela infiltração intensa criando ‘cachoeira’ em sobrado

29/06/2026 07:20

2 min

Condomínio em Mauá
Condomínio em Mauá

Drama em Condomínio de Mauá: Risco Estrutural e Insegurança

Um condomínio residencial em Mauá, no ABC Paulista, enfrenta uma grave crise humanitária e jurídica. Um laudo pericial judicial identificou um “grau severo” de risco estrutural na edificação, onde os moradores lidam com rachaduras, estalos e infiltrações que causam “cachoeiras” dentro dos imóveis. Essa situação alarmante resultou em um êxodo, deixando apenas três famílias no local, que vivem sob constante medo.

Decisão Judicial e Prazo para Intervenções

A 3ª Vara Cível de Mauá determinou, em decisão transitada em julgado em 18/05/2026, que a construtora Morada da Villa III tem um prazo de 90 dias para realizar as intervenções necessárias na estrutura. Caso a empresa não cumpra essa ordem, enfrentará uma multa diária de R$ 1.000,00. Enquanto a defesa da construtora minimiza os riscos e afirma que as reformas estão sendo feitas com os moradores presentes, os documentos oficiais do processo evidenciam a gravidade das falhas e a urgência de medidas de segurança.

Paralisação e Incertezas

Em um desdobramento que aumenta a incerteza para os residentes, a Defesa Civil municipal havia paralisado completamente o uso da estrutura em 2024, mas posteriormente reverteu a interdição. A reportagem tentou contato com a Defesa Civil para esclarecer a situação atual do condomínio e os motivos da suspensão da interdição, mas não obteve resposta.

Impacto na Vida dos Moradores

Ricardo Dias, um dos moradores que sonhou em adquirir o imóvel por anos, relata que sua vida foi drasticamente alterada. Após uma interdição parcial pela Defesa Civil, ele decidiu deixar o local. “Um sonho que se tornou um pesadelo. Anos de planejamento e sacrifícios para ter um imóvel e descobrir que o condomínio inteiro apresenta problemas que colocam em risco a vida dos moradores”, lamenta Ricardo, explicando que a interdição e a gravidade dos problemas estruturais foram determinantes para sua mudança.

Posicionamento da Construtora

A advogada da construtora, Patrícia Holanda, informou que as obras podem ser realizadas com os moradores ainda no local, citando uma perícia particular que sustenta essa afirmação. No entanto, um perito designado pelo juiz recomendou a retirada dos moradores, evidenciando a complexidade e a seriedade da situação enfrentada no condomínio.

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Fonte por: Jovem Pan

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