Natanyahu afirma que Israel busca controlar 70% de Gaza

Primeiro-ministro ordena ampliação da ocupação militar no enclave palestino; exército planeja controlar até 75% da área.

28/05/2026 18:40

2 min

Natanyahu afirma que Israel busca controlar 70% de Gaza
(Imagem de reprodução da internet).

Israel Aumenta Controle na Faixa de Gaza

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou na quinta-feira (28 de maio de 2026) a decisão de expandir o controle israelense para 70% do território da Faixa de Gaza. Essa medida contraria os termos do cessar-fogo estabelecido em 10 de outubro de 2025, que limitava a presença israelense a 53% da área palestina.

Durante uma conferência da Academia de Liderança Ein Prat, Netanyahu afirmou: “Neste momento, controlamos totalmente 60% do território da Faixa de Gaza, e minha diretriz é chegar a 70%”. Ele também respondeu a um participante que sugeriu a ocupação total de Gaza, dizendo que o plano é avançar em etapas, começando pelos 70%.

Estratégia Militar para Aumentar Controle

A nova diretriz faz parte de uma estratégia militar que vem sendo discutida pelas Forças Armadas israelenses desde 2025. O Exército anunciou que pretende assumir o controle de até 75% do território de Gaza em um prazo de dois meses, o que resultaria na concentração da população palestina em apenas 25% da área. Essa informação foi divulgada por um veículo de comunicação local.

Os militares israelenses afirmam que a prioridade da guerra agora inclui não apenas a eliminação de membros do Hamas, mas também a ocupação territorial e a destruição da infraestrutura do grupo. Estima-se que cerca de 700 mil palestinos estejam localizados em Mawasi, entre 300 mil e 350 mil no centro de Gaza e aproximadamente 1 milhão na Cidade de Gaza, o que tornaria a ampliação do domínio israelense ainda mais crítica para a população palestina, que é de cerca de 2,3 milhões de pessoas.

Violação do Cessar-Fogo

Netanyahu já havia declarado em 15 de maio que Israel ocupava 60% do território de Gaza, superando em 7 pontos percentuais o limite estabelecido no acordo mediado pelos Estados Unidos. A nova meta de 70% representa um aumento significativo na presença militar israelense na região.

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Mapas divulgados por Israel mostram que a chamada “linha amarela”, definida no armistício, foi expandida para áreas maiores do que as inicialmente previstas. Observadores relatam que o Exército israelense deslocou barreiras de concreto para aumentar a zona sob controle militar.

As autoridades israelenses classificam as áreas ocupadas em Gaza, Síria e Líbano como “zonas de amortecimento”, com o objetivo de prevenir novos ataques, especialmente após a ofensiva do Hamas em 7 de outubro de 2023, que deu início ao conflito atual.

Fonte por: Poder 360

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