ONU relata que mais de 38 mil mulheres e meninas foram mortas na guerra em Gaza

Média diária de 47 mortes é registrada na região, mesmo após cessar-fogo anunciado em outubro, alerta agência.

17/04/2026 23:20

2 min

ONU relata que mais de 38 mil mulheres e meninas foram mortas na guerra em Gaza
(Imagem de reprodução da internet).

Mortes de Mulheres e Meninas em Gaza Durante Conflito

Entre outubro de 2023 e dezembro de 2025, mais de 38 mil mulheres e meninas foram mortas na guerra em Gaza, conforme dados divulgados pela ONU Mulheres. Esse número representa uma média alarmante de pelo menos 47 mortes diárias na região durante o conflito.

A ONU Mulheres destacou que as mortes continuam a ocorrer, mesmo após seis meses do cessar-fogo, evidenciando a gravidade da situação. A chefe de ação humanitária da agência, Sofia Calltorp, ressaltou que as mulheres e meninas representam uma proporção de mortes significativamente maior em comparação a conflitos anteriores em Gaza.

Impactos do Cessar-Fogo e Situação Atual

O cessar-fogo de outubro encerrou dois anos de intensa guerra, mas deixou as tropas israelenses controlando uma área despovoada que abrange mais da metade de Gaza, enquanto o Hamas permanece no poder na estreita faixa costeira. Desde então, mais de 750 palestinos foram mortos, de acordo com médicos locais, enquanto quatro soldados israelenses foram mortos por militantes. As trocas de acusações entre Israel e Hamas sobre violações do cessar-fogo continuam.

A ONU também expressou preocupação com o impacto contínuo sobre as crianças, com a Unicef relatando que pelo menos 214 crianças foram mortas nos últimos seis meses. Além disso, cerca de 1 milhão de mulheres e meninas estão deslocadas em Gaza, enfrentando dificuldades extremas para acessar necessidades básicas, como assistência médica.

Desafios para Mulheres e Meninas em Gaza

Os danos extensivos à infraestrutura em Gaza dificultam o acesso das mulheres e meninas a serviços essenciais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que mais de 500 mil mulheres não têm acesso a cuidados essenciais, incluindo atendimento pré-natal e pós-natal, além de tratamento para infecções sexualmente transmissíveis.

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Calltorp enfatizou que as condições atuais tornam quase impossível para as mulheres e meninas em Gaza atenderem suas necessidades básicas, exacerbando a crise humanitária na região.

Fonte por: CNN Brasil

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