Prates afirma que PEC da 6 X 1 impedirá acordos individuais para escalas

Relator destaca que proposta estabelece limite de 40 horas para equilibrar negociações entre empresas e sindicatos. Confira no Poder360.

21/05/2026 17:40

2 min

Prates afirma que PEC da 6 X 1 impedirá acordos individuais para escalas
(Imagem de reprodução da internet).

Relator da PEC sobre jornada de trabalho se posiciona

O deputado Leo Prates (Republicanos-BA), relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa acabar com a escala de trabalho 6 X 1, anunciou que seu parecer não incluirá acordos individuais para a definição da jornada. As negociações deverão ocorrer exclusivamente entre empregadores e sindicatos.

Durante um debate na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Prates afirmou: “Não haverá o princípio da reforma trabalhista de acordo individual. Vai ser tudo por convenção coletiva, na formação e renovação das escalas”.

Limitações das convenções coletivas

Embora defenda as negociações coletivas, Prates reconhece que as convenções enfrentam limitações devido ao que considera uma relação desigual entre empregadores e sindicatos, agravada pela reforma trabalhista de 2017. Ele destacou que nem todos os sindicatos possuem a mesma força, o que resulta em uma relação assimétrica.

O relator também mencionou que a PEC estabelece um teto de 40 horas para a jornada de trabalho, buscando equilibrar os acordos em benefício dos trabalhadores.

Detalhes da PEC da jornada 6 X 1

O parecer de Prates se concentrará em diretrizes constitucionais gerais, deixando detalhes regulatórios para projetos de lei ordinária. A proposta sugere a definição de um teto e um piso para a jornada de trabalho, permitindo que as especificidades de cada setor sejam regulamentadas por leis ou convenções específicas.

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Prates também afirmou que a jornada de 40 horas não deve ser aplicada rigidamente por semana, mas sim calculada pela média mensal. Isso permitiria a adaptação de escalas específicas, como a de 12 X 36, às novas regras.

Os principais pontos do relatório final incluem:

  • Limite de 40 horas semanais de trabalho;
  • Dois dias obrigatórios de folga na semana (modelo 5 X 2);
  • Sem redução salarial;
  • Fortalecimento das convenções e negociações coletivas de trabalho.

A apresentação e leitura do parecer na comissão especial da Câmara está agendada para a próxima segunda-feira (25.mai).

Fonte por: Poder 360

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