Vacina da dengue: orientações para quem recebeu imunizante suspenso

Desde janeiro, com a vacina em uso no SUS, aproximadamente 501 mil pessoas foram vacinadas, principalmente profissionais de saúde da atenção básica.

08/06/2026 20:30

2 min

Vacina da dengue: orientações para quem recebeu imunizante suspenso
(Imagem de reprodução da internet).

Suspensão Temporária da Vacina contra Dengue

O Ministério da Saúde anunciou a suspensão temporária do uso da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Butantan, após a ocorrência de reações adversas graves que podem estar relacionadas ao imunizante. Essa medida é preventiva e visa garantir a segurança dos vacinados enquanto investigações mais detalhadas são realizadas.

Dados sobre a Vacinação e Reações Adversas

Desde o início da aplicação da vacina no Sistema Único de Saúde (SUS) em janeiro, aproximadamente 501 mil pessoas foram vacinadas, a maioria delas profissionais de saúde da atenção básica. O Ministério da Saúde e especialistas asseguram que não há motivos para alarme, uma vez que os eventos adversos suspeitos são extremamente raros, com 42 casos de reações severas, incluindo duas mortes.

Orientações para Vacinados

As duas vítimas fatais apresentaram sintomas compatíveis com dengue grave. O ministério alerta os vacinados a ficarem atentos a sintomas incomuns nos 21 dias após a vacinação. Em caso de febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura, sonolência excessiva, sinais de desidratação ou piora do estado geral, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente.

Vigilância e Avaliação Médica

A pasta também informou que as equipes de saúde irão intensificar a vigilância de pacientes vacinados que apresentarem sintomas de dengue, com foco no reconhecimento de sinais de alarme e gravidade. A médica Isabella Ballalai, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, recomenda que pessoas vacinadas que apresentem sintomas semelhantes aos da dengue, mesmo que leves, busquem avaliação médica.

Conclusão sobre a Eficácia da Vacina

O Ministério da Saúde enfatizou que a suspensão preventiva não compromete a eficácia da vacina nem altera as evidências de proteção observadas até agora. Aqueles que já foram imunizados continuam protegidos, e a vigilância epidemiológica seguirá monitorando a população vacinada. Até o momento, a vacina foi aplicada em 417,4 mil profissionais de saúde e 83,6 mil pessoas de 15 a 49 anos em diversas cidades, incluindo Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG).

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Fonte por: Jovem Pan

Autor(a):

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