PF investiga desembargador e deputado de MT por corrupção em sentenças

Operação Gemini cumpre mandados em investigação de lavagem de dinheiro e corrupção nesta 2ª feira. Confira no Poder360.

08/06/2026 20:40

2 min

PF investiga desembargador e deputado de MT por corrupção em sentenças
(Imagem de reprodução da internet).

Operação Gemini da Polícia Federal Alvo de Desembargador e Deputado em MT

A Polícia Federal (PF) iniciou nesta segunda-feira (8 de junho de 2026) a operação Gemini, que investiga um desembargador e um deputado estadual de Mato Grosso, suspeitos de envolvimento em venda de sentenças e lavagem de dinheiro.

Na parte da manhã, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços relacionados ao desembargador Dirceu dos Santos, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), e ao deputado estadual Faissal Calil (PL-MT), além do advogado Bruno Castro.

Segundo a PF, os investigados enfrentam acusações de corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro. Além disso, tiveram seus sigilos bancário, fiscal e telemático quebrados.

Reações dos Envolvidos

O deputado Faissal Calil, que se manifestou à imprensa local, afirmou ter colaborado com a PF, entregando seu celular e senha. Ele negou qualquer participação no esquema de venda de sentenças.

Calil, que já foi servidor da Justiça em Mato Grosso e trabalhou no gabinete do desembargador Dirceu dos Santos, declarou que não mantém contato com o magistrado desde que assumiu o cargo de deputado.

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O advogado Bruno Castro, apontado como intermediário, se apresentou espontaneamente para esclarecer sua situação perante o Conselho Nacional de Justiça e a Procuradoria Geral da República. Ele negou qualquer envolvimento em atividades ilícitas.

Afastamento do Desembargador e Investigações em Andamento

Dirceu dos Santos já enfrenta um processo no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que o afastou de suas funções em março, devido a investigações sobre movimentações financeiras incompatíveis com seu salário de juiz.

De acordo com quebras de sigilo bancário e fiscal, o desembargador movimentou mais de R$ 14,6 milhões nos últimos cinco anos, enquanto seus rendimentos oficiais foram de R$ 1,9 milhão. O CNJ identificou indícios de que ele teria proferido decisões em troca de vantagens indevidas.

O afastamento do desembargador não tem prazo definido e deve continuar até a conclusão das investigações. A Polícia Federal e o Poder Judiciário seguem em busca de mais informações sobre o caso.

Fonte por: Poder 360

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