Vorcaro supostamente pagou bônus de fim de ano a grupo de intimidação

Decisão do STF sobre a Operação Compliance Zero
A recente decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a 6ª fase da Operação Compliance Zero, iniciada em 14 de maio de 2026. A investigação aponta que Daniel Vorcaro teria realizado pagamentos de um “bônus” de fim de ano a membros do grupo A Turma, que é considerado pela Polícia Federal (PF) como um braço de intimidação vinculado a uma organização criminosa relacionada ao Banco Master.
O documento revela uma conversa entre Felipe Mourão, conhecido como Sicário, e Daniel, onde Mourão detalha a divisão dos pagamentos mensais entre os núcleos A Turma e Os Meninos. Ele menciona que os valores seriam distribuídos entre os integrantes, com um montante específico destinado a cada grupo.
De acordo com a PF, os núcleos recebiam aproximadamente R$ 1 milhão por mês, sendo R$ 400 mil para A Turma, R$ 75 mil para cada membro de Os Meninos, e o restante ficaria com Felipe Mourão. Além disso, a investigação indica que Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel, atuava como operador financeiro dos pagamentos ao grupo.
A Turma e Os Meninos
A decisão também menciona que, em 31 de dezembro de 2025, Marilson Roseno da Silva, um policial federal aposentado e suposto líder de A Turma, solicitou a chave Pix de Anderson Wander da Silva Lima, um policial federal ativo, para realizar um pagamento. Este repasse foi concretizado no dia seguinte e é considerado pela PF como parte do bônus de fim de ano destinado ao grupo por Daniel Vorcaro.
A estrutura do grupo era composta por dois núcleos principais:
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- A Turma — focada em ameaças, intimidações, coerções, levantamentos clandestinos, obtenção de dados sigilosos e acessos indevidos a sistemas governamentais;
- Os Meninos — núcleo tecnológico responsável por ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis e monitoramento ilegal de comunicações.
A PF afirma que ambos os grupos eram gerenciados por Felipe Mourão e seguiam ordens do núcleo central da organização criminosa. A investigação revela que as atividades continuaram mesmo após as fases anteriores da Operação Compliance Zero, com identificação de integrantes e uma divisão de tarefas mais detalhada.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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