Analista comenta que desenho final da MP do Frete não agradou, mas foi um acordo viável

Jenifer Ribeiro, analista de Infraestrutura da CNN, considera que medida provisória aprovada no Senado atendeu parcialmente caminhoneiros e setor produtivo, mas…

15/07/2026 08:20

2 min

Plenário do Senado Federal
Plenário do Senado Federal

Aprovação da Medida Provisória do Frete gera insatisfação

A aprovação da Medida Provisória do Frete na terça-feira (14) resultou em descontentamento entre os envolvidos. A analista de Infraestrutura, Jenifer Ribeiro, destacou que o resultado não agradou caminhoneiros, setor produtivo, agronegócio e indústria, afirmando que “esse foi o acordo possível”.

Urgência na aprovação da MP

A necessidade de aprovar a medida rapidamente foi crucial para o desfecho. Jenifer Ribeiro explicou que a MP estava prestes a perder a validade em dois dias, o que limitou as negociações. “Se quisessem aprovar, de fato, não havia muito o que fazer”, comentou.

Com a aprovação no Senado e a expectativa de sanção presidencial, a analista também mencionou que não há previsão de novas paralisações por parte dos caminhoneiros, a menos que ocorram vetos significativos.

Conquistas dos caminhoneiros

Os caminhoneiros conseguiram manter o CIOT, um código que registra informações sobre o transporte, incluindo o valor mínimo do frete. Jenifer ressaltou que a emissão do código e o transporte não poderão ocorrer se o valor mínimo não for respeitado, garantindo previsibilidade ao setor.

Outra conquista importante foi a antecipação de 70% do valor do frete antes do transporte, com os 30% restantes pagos até três dias após a entrega. Isso ajuda os autônomos a cobrir custos iniciais, como combustível e alimentação.

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Concessões ao setor produtivo

O setor produtivo, por sua vez, conseguiu negociar punições mais brandas em relação ao texto original da MP. A multa inicial de R$ 10 milhões foi reduzida para R$ 1 milhão, e as regras sobre infrações necessárias para que uma empresa seja considerada devedora contumaz foram alteradas, dificultando a perda do registro de transporte.

Segundo Jenifer Ribeiro, embora todos tenham saído ganhando em algum aspecto, a sensação geral é de que “todo mundo saiu perdendo” com o acordo final.

Fonte por: CNN Brasil

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