Nunes Marques arquiva processo contra Bolsonaro referente à CPI da Covid

Ministro aceita parecer da PGR que não encontrou indícios de crime em diálogo do ex-presidente. Confira no Poder360.

15/07/2026 09:40

2 min

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Arquivamento de Notícia-Crime contra Jair Bolsonaro

O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu arquivar uma notícia-crime apresentada por deputados do PSOL contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi tomada na terça-feira, 14 de julho de 2026, e o caso envolvia alegações de tentativa de interferência nos trabalhos da CPI da Covid-19.

Origem da Notícia-Crime

A denúncia foi feita por deputados, incluindo David Miranda, que faleceu em 2023, e Vivi Reis, atual vereadora em Belém, além das deputadas federais Fernanda Melchionna e Sâmia Bomfim. Os parlamentares alegaram que Bolsonaro teria pressionado um membro do Legislativo para modificar o escopo de uma investigação que poderia afetá-lo.

Contexto da Investigação

O caso surgiu após o vazamento de uma conversa telefônica entre Bolsonaro e o senador Jorge Kajuru. Durante a ligação, o ex-presidente sugeriu que a CPI da Pandemia deveria investigar também governadores e prefeitos, e não apenas as ações do governo federal no combate ao coronavírus. A CPI foi instaurada por determinação do então ministro do STF, Luís Roberto Barroso.

Na conversa, Bolsonaro expressou sua preocupação de que, se a investigação não fosse ampliada, a comissão acabaria ouvindo membros de seu governo e elaborando um relatório que ele considerou “sacana”. Além disso, ele mencionou a necessidade de pressionar o STF para que este determinasse ao Senado a análise de pedidos de impeachment de ministros.

Decisão da PGR e Arquivamento

A Procuradoria Geral da República (PGR) concluiu que não havia indícios de crimes de corrupção ativa ou advocacia administrativa na conduta de Bolsonaro. O órgão considerou que a conversa era uma “interação informal e privada” entre um presidente e um senador, sem propósitos criminosos.

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Com base na manifestação da PGR, Nunes Marques decidiu pelo arquivamento do caso, ressaltando que cabe exclusivamente à PGR avaliar a necessidade de investigações. O ministro afirmou que o Supremo não deve intervir em decisões do Ministério Público, uma vez que a avaliação sobre a existência de elementos para a abertura de investigações é uma prerrogativa da PGR.

Fonte por: Poder 360

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