Casa Branca apoia restrições à delegação do Irã na Copa

Andrew Giuliani destaca que manter a seleção no México trouxe benefícios para todos os envolvidos.

08/07/2026 20:20

2 min

Andrew Giuliani, diretor executivo da Força-Tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo
Andrew Giuliani, diretor executivo da Força-Tarefa da Casa Branc...

Casa Branca defende logística da seleção iraniana na Copa do Mundo de 2026

A Casa Branca se manifestou nesta quarta-feira (8) sobre as restrições impostas à delegação do Irã durante a Copa do Mundo de 2026. Andrew Giuliani, diretor-executivo da Força-Tarefa da Casa Branca para o torneio, destacou que a escolha da seleção iraniana de se instalar em Tijuana, no México, ao invés de Tucson, no Arizona, foi vantajosa para ambas as partes.

Giuliani afirmou que a logística entre os países funcionou sem problemas, apesar das queixas da Federação Iraniana de Futebol durante a fase de grupos e após a eliminação da equipe.

Decisão estratégica e concessão de vistos

A mudança da base ocorreu em um momento crítico, com incertezas sobre a concessão de vistos para a entrada da equipe nos Estados Unidos. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, revelou que seu governo aceitou receber a delegação iraniana devido à recusa dos EUA em sediar a equipe.

Giuliani também mencionou que essa decisão foi crucial para evitar a entrada de pessoas ligadas à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã nos Estados Unidos, utilizando a Copa do Mundo como justificativa.

Vistos e restrições de entrada

Os vistos dos jogadores iranianos foram liberados apenas dez dias antes do início da competição. No entanto, membros da comissão técnica e da equipe administrativa tiveram suas entradas negadas, incluindo aqueles considerados essenciais pela Federação Iraniana.

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Inicialmente, os atletas só podiam entrar nos EUA um dia antes de cada partida. O técnico Amir Ghalenoei chegou a afirmar que o Irã era a “seleção mais oprimida” do torneio.

Comparação com a seleção dos EUA

Giuliani respondeu às críticas, comparando a logística da seleção iraniana com a da equipe dos Estados Unidos. Ele destacou que, enquanto o Irã viajava de avião de Tijuana, os EUA enfrentavam um trajeto de ônibus mais longo entre Orange County e Los Angeles.

As restrições foram parcialmente aliviadas antes da terceira partida do Irã, em Seattle, permitindo que a delegação entrasse nos EUA dois dias antes do jogo. Contudo, o Departamento de Segurança Interna determinou que a equipe deixasse o país imediatamente após a partida.

Reconhecimento da recepção no México

Após a eliminação na fase de grupos, a Federação Iraniana expressou gratidão à população de Tijuana pela acolhida, afirmando que o México se tornou “nossa segunda casa e nossa segunda seleção”.

Fonte por: CNN Brasil

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