Cidades enfrentam falta de planos para enfrentar calor extremo

Estudo Revela Falta de Preparação das Cidades Brasileiras para Calor Extremo
Um estudo recente indica que 66% das cidades brasileiras ainda não implementaram ou estão apenas iniciando a elaboração de planos para enfrentar o calor extremo. A pesquisa foi divulgada na quarta-feira (3 de junho de 2026) pela presidência da COP30 e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).
A pesquisa faz parte da iniciativa Mutirão Contra o Calor Extremo, que integra a Coalizão pelo Resfriamento, reunindo atualmente 258 cidades globalmente, sendo 105 no Brasil. O levantamento foi realizado em 53 cidades e revela uma discrepância entre a percepção do problema e a capacidade de resposta.
Desafios e Lacunas na Resposta ao Calor Extremo
Embora 93% dos gestores reconheçam o calor extremo como um problema significativo e 68% o considerem um dos três principais desafios locais, a falta de dados estruturados e financiamento adequado impede ações efetivas. O estudo aponta que 75% das cidades não utilizam dados de forma organizada para embasar suas decisões e 85% dependem de recursos externos para implementar medidas de adaptação.
Além disso, apenas 42% das cidades possuem sistemas de informações geográficas para mapear os riscos relacionados ao calor extremo. As ações atualmente adotadas concentram-se em soluções baseadas na natureza, como arborização urbana e criação de áreas sombreadas, presentes em 77% dos municípios. No entanto, estratégias de resfriamento passivo em edificações são raras, aparecendo em apenas 21% das cidades.
Ameaça Crescente do Calor Extremo
Os pesquisadores alertam que o calor extremo não se resume a dias quentes, mas sim a períodos prolongados de calor acumulado, que afetam a saúde pública e a funcionalidade das cidades. O Pnuma estima que o fenômeno cause cerca de meio milhão de mortes anualmente no mundo, com aproximadamente 50.000 mortes no Brasil entre 2000 e 2020 associadas a ondas de calor.
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A CEO da COP30, Ana Toni, enfatiza a necessidade de colaboração entre setores da sociedade e níveis de governo para enfrentar essa nova realidade, que impacta diretamente a vida cotidiana das pessoas.
Impactos do Super El Niño e Necessidade de Ação Rápida
A urgência em acelerar as iniciativas de adaptação é ainda mais evidente com a possibilidade de um Super El Niño na segunda metade de 2026, conforme previsões do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). Esse fenômeno pode intensificar secas e incêndios no Norte e Nordeste, aumentar a frequência de ondas de calor no Centro do país e provocar chuvas extremas no Sul.
As cidades precisam agir rapidamente para desenvolver planos eficazes de adaptação e mitigação, a fim de proteger a saúde pública e garantir a qualidade de vida de seus habitantes diante das mudanças climáticas.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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