Colômbia promove eleição presidencial diante do aumento de grupos armados

Colômbia realiza eleições presidenciais com 40 milhões de eleitores
Cerca de 40 milhões de colombianos vão às urnas neste domingo (31) para eleger o próximo presidente do país. O novo líder herdará o desafio de combater a violência armada, um problema que afeta a Colômbia há mais de 60 anos.
Desde segunda-feira (25), mais de 1,4 milhão de eleitores colombianos no exterior já iniciaram a votação no primeiro turno. Se nenhum dos 14 candidatos obtiver mais de 50% dos votos, um segundo turno será realizado em 21 de junho.
Pesquisas eleitorais indicam que o resultado pode levar à continuidade da agenda de esquerda do governo atual ou a uma reaproximação com os Estados Unidos. O senador Ivan Cepeda, aliado de Gustavo Petro, lidera as intenções de voto e promete dar continuidade ao legado social do atual presidente. Caso avance para o segundo turno, seu provável adversário virá do campo da direita.
De acordo com levantamento da AtlasIntel, o advogado de extrema-direita Abelardo de la Espriella lidera as intenções de voto com 36,3%, enquanto Cepeda tem 37,7%. Espriella, admirador de líderes como Javier Milei e Donald Trump, defende a livre iniciativa e uma abordagem rigorosa em relação à segurança.
A senadora conservadora Paloma Valencia, ligada ao ex-presidente Álvaro Uribe, aparece em seguida com 13,9% das intenções de voto. Ela se opõe à estratégia de “Paz Total” de Petro e promete implementar um “Plano Colômbia 2.0” para combater o narcotráfico em parceria com os Estados Unidos.
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Crescimento da violência e grupos armados na Colômbia
Um relatório da Fundação Ideias para a Paz (FIP) revelou que a Colômbia enfrenta um cenário de maior insegurança nas eleições deste ano em comparação com pleitos anteriores. O aumento da violência é atribuído ao crescimento dos grupos armados e às disputas entre eles, além da dificuldade do Estado em retomar o controle de áreas ocupadas.
O estudo aponta que os grupos armados colombianos encerraram 2025 com mais de 27 mil integrantes, representando um aumento de 23,5% em relação ao ano anterior. As disputas entre essas organizações atingiram o nível mais alto dos últimos 10 anos, com 115 confrontos, um aumento de 34% em comparação a 2024.
A FIP explica que o aumento dos confrontos está relacionado ao fim de acordos que permitiam a coexistência entre os grupos armados, citando a região andina de Catatumbo, na fronteira com a Venezuela, como um exemplo. Em fevereiro de 2025, um conflito armado pelo controle da área propícia ao cultivo de coca resultou em aproximadamente 117 mortes e forçou mais de 64 mil pessoas a deixar a região, configurando a crise humanitária mais grave da Colômbia desde a década de 1990.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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