Projeto usa telemedicina para reduzir mortalidade materna

Tele-UTI Obstétrica reduz mortalidade materna no Brasil
O Tele-UTI Obstétrica, uma iniciativa do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em colaboração com o Ministério da Saúde, conseguiu diminuir em aproximadamente 45% as mortes de grávidas e puérperas em hospitais que participaram do projeto, utilizando a telemedicina como ferramenta principal.
Impacto da telemedicina durante a pandemia
Durante a pandemia de covid-19, o Brasil enfrentou um aumento significativo nas mortes de grávidas internadas em UTIs. Muitas mulheres desenvolveram quadros graves de insuficiência respiratória devido à infecção, e os hospitais não estavam preparados para oferecer o atendimento especializado necessário.
Em resposta a essa situação, o Hospital das Clínicas começou a implementar a telemedicina para conectar especialistas a equipes médicas em todo o país, proporcionando suporte remoto no tratamento de casos complexos. Com o tempo, o projeto expandiu seu foco, passando a auxiliar no manejo de emergências obstétricas além da covid-19, como hemorragias e hipertensão.
Desenvolvimento do projeto nacional
Em 2022, o governo federal solicitou a criação de um projeto em nível nacional que integrasse o atendimento obstétrico com o Tele-UTI. Duas equipes, uma da obstetrícia e outra da UTI, desenvolveram um protocolo de atendimento e iniciaram a capacitação de profissionais de saúde em diversas regiões do Brasil, onde a mortalidade materna era alarmante.
Resultados da iniciativa
A telemedicina foi implementada em 25 hospitais brasileiros, combinando capacitação de profissionais, teleconsultas e acompanhamento remoto de casos graves. Um estudo comparativo realizado em 16 hospitais antes e depois da adoção do Tele-UTI Obstétrica revelou que a iniciativa ajudou a evitar pelo menos 21 mortes de grávidas e puérperas entre 2022 e 2024.
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Com o tempo, a covid-19 deixou de ser a principal preocupação, permitindo que a capacitação se concentrasse em problemas cotidianos enfrentados por gestantes. Os coordenadores do estudo destacam que soluções de baixo custo, aliadas à formação profissional, podem ter um impacto significativo na saúde pública.
Conclusão
Os resultados da pesquisa foram publicados internacionalmente, e o modelo desenvolvido pelo Hospital das Clínicas da USP agora é considerado uma referência para outros países que enfrentam desafios semelhantes na assistência materna. A experiência demonstra a importância da telemedicina e da capacitação profissional na redução da mortalidade materna.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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