Defesa afirma que Bacellar não interferiu nas investigações da PF sobre facções

Ex-deputado é investigado pela Polícia Federal por envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro do jogo do bicho.

02/07/2026 19:20

2 min

Deputado Rodrigo Bacellar (União Brasil), afastado da presidência da Alerj por decisão do ministro do STF, Alexandre de Moraes, assina o pedido de licença do mandato para resolver assuntos particulare
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Defesa de Rodrigo Bacellar se Pronuncia sobre Acusações

A defesa do ex-deputado estadual do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar (União Brasil), divulgou uma nota nesta quinta-feira (2) negando as alegações de que ele tenha colaborado com organizações criminosas. A nota foi emitida em resposta ao mandado de prisão expedido pela Polícia Federal (PF) na 5ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga supostos vínculos de Bacellar com atividades de lavagem de dinheiro relacionadas ao jogo do bicho.

Acusações e Defesa

Os advogados de Bacellar afirmam que ele não possui qualquer ligação com os fatos investigados pela PF e que sua inocência será demonstrada por meio de provas coletadas pela defesa. A nota também ressalta que Bacellar tem como foco político o combate ao crime organizado no Rio de Janeiro, refutando as acusações de conexão com facções criminosas.

Operação Unha e Carne

Além de Bacellar, a operação também mira o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, e o pastor e empresário Marcio Poncio (Solidariedade). A PF aponta Adilsinho como líder da organização criminosa em questão.

A nova fase da operação visa aprofundar as investigações sobre indícios de lavagem de dinheiro pela cúpula do jogo do bicho no estado, além de explorar possíveis ligações com membros dos poderes Executivo e Legislativo do Rio de Janeiro. As investigações foram impulsionadas pela análise de documentos apreendidos anteriormente, que indicaram uma contabilidade paralela para ocultar recursos ilícitos.

Medidas Judiciais e Contexto

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou o sequestro de bens e valores que podem chegar a R$ 22 milhões. Essa operação se insere no contexto da decisão do STF no julgamento da ADPF 635, que determinou à PF o aprofundamento das investigações sobre grupos criminosos violentos no estado e suas conexões com agentes públicos.

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Fonte por: Jovem Pan

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