Dia Mundial Sem Tabaco: médicos sugerem métodos eficazes para deixar o vício

Dia Mundial Sem Tabaco: Impactos do Fumo na Saúde
O Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado neste domingo (31), visa conscientizar sobre os danos causados pelo hábito de fumar, que afeta não apenas o coração e os pulmões, mas também diversas outras funções do corpo humano.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 8 milhões de pessoas morrem anualmente em decorrência do tabaco, sendo cerca de 161 mil dessas mortes no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA).
Consequências do Tabagismo
O tabagismo compromete o sistema imunológico, aumentando a vulnerabilidade a infecções, e prejudica o sistema circulatório, elevando o risco de hipertensão e aterosclerose. Essas condições podem resultar em infartos e Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC).
Além disso, o fumo está associado a um aumento significativo no risco de cânceres na boca, esôfago e estômago, além de causar problemas no sistema reprodutivo, como infertilidade e complicações na gravidez.
Fumantes Passivos
Os fumantes passivos, que não fumam, mas são expostos à fumaça do cigarro, também enfrentam riscos à saúde. A exposição à fumaça pode levar ao desenvolvimento de doenças graves, como câncer de pulmão, doenças cardiovasculares e problemas respiratórios, especialmente em crianças.
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Recuperação do Organismo Após a Cessação do Tabagismo
Quando um fumante abandona o hábito, algumas partes do corpo começam a se regenerar. Os bronquíolos, por exemplo, recuperam gradualmente sua capacidade de defesa e limpeza das vias respiratórias. O processo de recuperação é quase imediato, mas nem todos os danos são reversíveis.
A função circulatória também melhora com o tempo, seguindo uma linha do tempo que inclui:
- 20 minutos: normalização da pressão e pulso;
- 12 horas: redução dos níveis de monóxido de carbono;
- 2–12 semanas: melhora na circulação;
- 3–9 meses: redução de sintomas respiratórios;
- 1 ano: risco de doença coronária reduzido pela metade;
- 5 anos: risco de AVC se iguala ao de não fumantes;
- 10–12 anos: risco de infarto e câncer relacionado ao tabaco se aproxima do de não fumantes.
Como a Medicina Pode Ajudar na Cessação do Tabagismo
A médica Vanessa Zago destaca a importância do apoio psicológico e do tratamento medicamentoso, como a reposição de nicotina e medicamentos como bupropiona e vareniclina, no processo de parar de fumar. O suporte familiar e grupos de apoio também são fundamentais para aumentar as chances de sucesso.
Além disso, algumas práticas podem facilitar a cessação do tabagismo, como:
- Atividade física leve a moderada para reduzir a ansiedade;
- Hidratação frequente para combater a vontade de fumar;
- Manter um sono regular para evitar irritabilidade;
- Evitar longos períodos em jejum;
- Trocar hábitos que desencadeiam o desejo de fumar;
- Reduzir o consumo de álcool;
- Praticar técnicas de respiração para controlar a fissura.
Essas estratégias, aliadas ao tratamento médico, podem tornar o processo de abandono do tabagismo mais leve e eficaz.
Fonte por: CNN Brasil
Autor(a):
Redação
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