Dia Mundial Sem Tabaco: médicos sugerem métodos eficazes para deixar o vício

Especialistas destacam os perigos do tabagismo e suas consequências para a saúde.

31/05/2026 05:20

3 min

Dia Mundial Sem Tabaco: médicos sugerem métodos eficazes para deixar o vício
(Imagem de reprodução da internet).

Dia Mundial Sem Tabaco: Impactos do Fumo na Saúde

O Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado neste domingo (31), visa conscientizar sobre os danos causados pelo hábito de fumar, que afeta não apenas o coração e os pulmões, mas também diversas outras funções do corpo humano.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 8 milhões de pessoas morrem anualmente em decorrência do tabaco, sendo cerca de 161 mil dessas mortes no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Consequências do Tabagismo

O tabagismo compromete o sistema imunológico, aumentando a vulnerabilidade a infecções, e prejudica o sistema circulatório, elevando o risco de hipertensão e aterosclerose. Essas condições podem resultar em infartos e Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC).

Além disso, o fumo está associado a um aumento significativo no risco de cânceres na boca, esôfago e estômago, além de causar problemas no sistema reprodutivo, como infertilidade e complicações na gravidez.

Fumantes Passivos

Os fumantes passivos, que não fumam, mas são expostos à fumaça do cigarro, também enfrentam riscos à saúde. A exposição à fumaça pode levar ao desenvolvimento de doenças graves, como câncer de pulmão, doenças cardiovasculares e problemas respiratórios, especialmente em crianças.

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Recuperação do Organismo Após a Cessação do Tabagismo

Quando um fumante abandona o hábito, algumas partes do corpo começam a se regenerar. Os bronquíolos, por exemplo, recuperam gradualmente sua capacidade de defesa e limpeza das vias respiratórias. O processo de recuperação é quase imediato, mas nem todos os danos são reversíveis.

A função circulatória também melhora com o tempo, seguindo uma linha do tempo que inclui:

  • 20 minutos: normalização da pressão e pulso;
  • 12 horas: redução dos níveis de monóxido de carbono;
  • 2–12 semanas: melhora na circulação;
  • 3–9 meses: redução de sintomas respiratórios;
  • 1 ano: risco de doença coronária reduzido pela metade;
  • 5 anos: risco de AVC se iguala ao de não fumantes;
  • 10–12 anos: risco de infarto e câncer relacionado ao tabaco se aproxima do de não fumantes.

Como a Medicina Pode Ajudar na Cessação do Tabagismo

A médica Vanessa Zago destaca a importância do apoio psicológico e do tratamento medicamentoso, como a reposição de nicotina e medicamentos como bupropiona e vareniclina, no processo de parar de fumar. O suporte familiar e grupos de apoio também são fundamentais para aumentar as chances de sucesso.

Além disso, algumas práticas podem facilitar a cessação do tabagismo, como:

  • Atividade física leve a moderada para reduzir a ansiedade;
  • Hidratação frequente para combater a vontade de fumar;
  • Manter um sono regular para evitar irritabilidade;
  • Evitar longos períodos em jejum;
  • Trocar hábitos que desencadeiam o desejo de fumar;
  • Reduzir o consumo de álcool;
  • Praticar técnicas de respiração para controlar a fissura.

Essas estratégias, aliadas ao tratamento médico, podem tornar o processo de abandono do tabagismo mais leve e eficaz.

Fonte por: CNN Brasil

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