Dividendos dos bancos sob Lula superam em 24% os de Bolsonaro

Banco do Brasil, Bradesco, BTG, Itaú e Santander distribuem R$ 195,7 bilhões a acionistas desde 2023. Confira no Poder360.

10/06/2026 18:40

3 min

Dividendos dos bancos sob Lula superam em 24% os de Bolsonaro
(Imagem de reprodução da internet).

Distribuição de Dividendos pelos Bancos Brasileiros Aumenta no Governo Lula

Os cinco maiores bancos de capital aberto do Brasil já destinaram mais recursos aos acionistas durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva do que em todo o mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo levantamento da consultoria Elos Ayta, Banco do Brasil, Bradesco, BTG Pactual, Itaú Unibanco e Santander Brasil desembolsaram R$ 195,7 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio entre janeiro de 2023 e março de 2026.

Esse valor representa um aumento de 24,2% em relação aos R$ 157,5 bilhões pagos pelas mesmas instituições entre 2019 e 2022. A análise considera os valores efetivamente creditados aos investidores, não apenas os anunciados ou aprovados pelas companhias.

A consultoria Elos Ayta atribui esse crescimento à elevada rentabilidade do sistema financeiro, que, entre 2022 e 2025, se beneficiou de juros altos e registrou resultados recordes, aumentando a capacidade de remuneração aos acionistas.

Itaú Unibanco se Destaca na Distribuição de Dividendos

O ano de 2025 foi o que mais concentrou distribuições na série histórica analisada, com os cinco bancos desembolsando R$ 85,3 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio, um recorde para o período. O Itaú Unibanco foi o principal destaque, distribuindo R$ 48,9 bilhões apenas em 2025, o que representa mais da metade do total pago pelos bancos no ano.

Desde 2019, o Itaú Unibanco é responsável por 38,8% de todos os dividendos e juros sobre capital próprio distribuídos pelo grupo analisado. O BTG Pactual, por sua vez, apresentou a maior expansão proporcional, com pagamentos saltando de R$ 4,9 bilhões durante o governo Bolsonaro para R$ 12,3 bilhões entre 2023 e o primeiro trimestre de 2026, um crescimento de 149,4%.

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O Banco do Brasil também aumentou seus desembolsos, passando de R$ 33,5 bilhões para R$ 42,8 bilhões, uma alta de 27,9%. No entanto, Santander Brasil e Bradesco registraram volumes inferiores aos do governo anterior, embora a comparação não inclua os três últimos trimestres de 2026.

Metodologia da Análise

A análise da Elos Ayta abrangeu os pagamentos realizados pelos cinco principais bancos entre janeiro de 2019 e março de 2026, focando exclusivamente em dividendos e juros sobre capital próprio efetivamente pagos aos acionistas. Foram excluídos os proventos apenas anunciados ou aprovados, mas ainda não desembolsados, para refletir o fluxo real de recursos transferidos aos investidores.

Os dados foram coletados a partir das informações divulgadas pelas próprias instituições ao mercado. A consultoria também sugere que parte do aumento observado em 2025 pode ter sido influenciada pela antecipação de dividendos, em resposta a discussões sobre possíveis mudanças na tributação dessa forma de remuneração.

Fonte por: Poder 360

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