Fachin solicita opinião da PGR sobre as eleições em Roraima

Procuradoria Geral da República analisará impasse; eleição suplementar está agendada para 21 de junho com candidato único.

04/06/2026 21:40

3 min

Fachin solicita opinião da PGR sobre as eleições em Roraima
(Imagem de reprodução da internet).

Prazo para Manifestação da Procuradoria Geral da República em Ação sobre Eleição Suplementar em Roraima

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, estabeleceu um prazo de 72 horas para que a Procuradoria Geral da República se manifeste sobre a ação que discute as regras da eleição suplementar em Roraima. A ação foi proposta pelo Partido Liberal (PL) e solicita a revisão da decisão liminar do ministro Flávio Dino, que determinou que o Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) alterasse as normas para a eleição marcada para 21 de junho de 2026.

Antes da decisão de Dino, o TRE-RR havia estipulado um prazo de 24 horas para a desincompatibilização dos candidatos, em função da proximidade do pleito. A decisão do ministro anulou essa determinação e exigiu que o calendário da eleição fosse refeito, seguindo os prazos de desincompatibilização estabelecidos pela Lei Complementar 64 de 1990, que varia de 3 a 6 meses, dependendo do cargo ocupado pelo candidato.

Impacto da Decisão na Competitividade da Eleição

A decisão de Flávio Dino favoreceu o atual governador interino, Soldado Sampaio (Republicanos-RR), que se tornou o único candidato viável para o mandato tampão. Os principais opositores, Arthur Henrique (PL-RR), prefeito de Boa Vista, e Antônia Pedrosa (PT-RR), seguiram o prazo de desincompatibilização inicialmente estabelecido pelo TRE-RR. Com a nova decisão, eles não conseguiram cumprir o afastamento mínimo de 6 meses exigido pela legislação.

O PL argumenta que a decisão de Dino inviabilizou as candidaturas da oposição, transformando a eleição em uma disputa de candidato único. O partido também ressalta que a liminar reduz a competitividade de forma artificial e contraria o entendimento de pelo menos sete ministros do STF, que defendiam a flexibilização dos prazos em eleições suplementares devido à imprevisibilidade desse tipo de votação.

Entenda o Contexto da Disputa Eleitoral

A eleição suplementar foi convocada após o TSE cassar o mandato do ex-governador de Roraima, Antonio Denarium (PP-RR), e de seu vice, Edilson Damião (União Brasil-RR), por abuso de poder político e econômico. Inicialmente, o TRE-RR havia determinado um prazo de 24 horas para a desincompatibilização dos candidatos. Contudo, a liminar de Flávio Dino, emitida em 27 de maio, estabeleceu a aplicação do prazo ordinário de 6 meses.

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Desafios Logísticos para a Realização das Eleições

Enquanto o impasse jurídico se desenrola, o TRE-RR comunicou ao TSE sobre a deterioração das condições logísticas no Estado, agravadas pelas fortes chuvas na região amazônica. O presidente do TRE-RR, desembargador Mozarildo Cavalcanti, informou que os altos índices de chuva causaram alagamentos e interrupções de vias, dificultando o acesso a várias comunidades.

Apesar de nove municípios em Roraima terem declarado estado de calamidade pública, o TRE-RR confirmou que a data das eleições suplementares para governador e vice-governador permanece inalterada, marcada para 21 de junho de 2026.

Fonte por: Poder 360

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