Flávio propõe aos EUA aplicar Magnitsky em vez de tarifas: ‘Recompensa autor da conduta que alega punir’

Flávio Bolsonaro propõe alternativa às tarifas sobre importações brasileiras
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sugeriu aos Estados Unidos a aplicação da Lei Magnitsky contra possíveis infratores, em vez de impor tarifas de 25% sobre as importações brasileiras. Em uma carta enviada ao escritório de Representante Comercial dos EUA, ele pediu que as sanções fossem adiadas até as eleições, para não favorecer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Argumentos sobre a Lei Magnitsky
Na correspondência, Flávio destacou que a Lei Magnitsky é um “instrumento calibrado” para atingir alvos específicos. Ele mencionou a declaração do ex-presidente Donald Trump, que anunciou tarifas de 50% sobre produtos brasileiros devido a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que, segundo ele, violariam a liberdade de expressão nos EUA.
Flávio argumentou que as tarifas propostas não atingem os responsáveis pela conduta que se pretende punir, mas sim a economia brasileira como um todo, afetando exportadores, importadores e consumidores nos Estados Unidos e no Brasil.
Defesa do sistema de pagamentos Pix
Na mesma carta, Flávio defendeu o Pix como uma “marca registrada” do governo anterior, ressaltando seu papel como um avanço tecnológico. Ele comparou o sistema brasileiro ao FedNow, do Federal Reserve, e argumentou que o Pix não é uma concorrente comercial, tornando inadequadas as sanções relacionadas a ele.
O senador também observou que o uso de cartões de crédito dos EUA no Brasil aumentou junto com a popularização do Pix, ampliando o mercado consumidor para empresas norte-americanas. Para resolver possíveis impasses, ele sugeriu um “compromisso legislativo” para garantir que o Pix não se integrasse a sistemas de pagamento não ocidentais.
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Investigações sobre o Banco Master e o INSS
Flávio Bolsonaro mencionou investigações sobre fraudes envolvendo o Banco Master e descontos indevidos em benefícios do INSS, afirmando que esses casos impactam diretamente o círculo íntimo de Lula. Ele citou documentos da Polícia Federal que ligam o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, a essas investigações.
O senador levantou a hipótese de que o caso do Banco Master pode ter conexões com o crime organizado e facções classificadas como terroristas pelos EUA. Ele também insinuou que o escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes, do STF, teria sido contratado pelo controlador do banco, reiterando a necessidade de aplicar a Lei Magnitsky em vez de sanções econômicas.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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