G7 faz declaração conjunta exigindo cessar-fogo de Israel no Líbano

G7 pede cessar-fogo no Líbano e apoio a acordo entre EUA e Irã
Os países do G7 emitiram uma declaração conjunta nesta quarta-feira, 17, solicitando um cessar-fogo no Líbano. A medida ocorre em meio à assinatura de um acordo de paz abrangente entre os Estados Unidos e o Irã, que deve incluir uma trégua nos conflitos entre a milícia Hezbollah e Israel.
Compromissos do G7 e apoio ao desarmamento do Hezbollah
No comunicado, os líderes do G7 expressaram apoio a um cessar-fogo imediato e robusto, destacando a importância do desarmamento do Hezbollah e do fim do monopólio das armas no Líbano. Eles também enfatizaram a necessidade de proteger a integridade territorial e a soberania do país, com garantias de segurança internacional adequadas.
Acordo histórico entre EUA e Irã
Durante a cúpula em Évian-les-Bains, na França, os líderes manifestaram apoio à proposta do presidente dos EUA, Donald Trump, para encerrar as hostilidades com o Irã. O acordo foi classificado como uma “oportunidade histórica” para impedir que o Irã adquira armas nucleares e lidar com suas atividades regionais e balísticas.
Detalhes do acordo e suas implicações
Informações vazadas indicam que o Irã tomará medidas para reabrir o Estreito de Ormuz assim que o acordo for assinado, permitindo a venda de petróleo sem restrições. O acordo, que será formalmente assinado na Suíça na sexta-feira, 19, prevê o fim das sanções americanas e da ONU, caso um acordo final sobre o programa nuclear iraniano seja alcançado.
Desafios e expectativas em relação ao acordo
Apesar do apoio do G7, Trump enfrenta ceticismo dentro de seu próprio partido sobre a eficácia do acordo em conter o programa nuclear do Irã. Além disso, a comunidade internacional aguarda que o presidente cumpra sua promessa de reabrir o Estreito de Ormuz para o tráfego de petroleiros.
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Impacto da guerra no Líbano e a situação humanitária
Os líderes do G7 também mencionaram a importância de uma missão marítima internacional, liderada pela França e pelo Reino Unido, para facilitar o tráfego no Estreito de Ormuz e proteger navios mercantes. Desde o início dos combates em 2 de março, os ataques israelenses no Líbano resultaram em quase 4 mil mortes, incluindo centenas de civis, e deslocaram mais de 1 milhão de pessoas.
O acordo prevê o fim imediato dos combates entre Israel e Hezbollah, uma questão delicada, já que Israel não deseja uma trégua e busca continuar sua ocupação no sul do Líbano. O Irã, por sua vez, exige a retirada de Israel como parte do acordo.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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