Israel intensifica ataques ao Líbano desconsiderando críticas de Trump

Netanyahu rejeita retirada de tropas, mesmo após acordo entre EUA e Irã, e intensifica ofensiva contra o Hezbollah no sul do Líbano.

17/06/2026 12:20

3 min

Israel intensifica ataques ao Líbano desconsiderando críticas de Trump
(Imagem de reprodução da internet).

Novos Ataques de Israel no Sul do Líbano

As forças israelenses realizaram novos ataques na região sul do Líbano nesta quarta-feira (17). De acordo com a Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA), aviões israelenses bombardearam a área de Nabatieh al-Fawqa e os arredores da cidade de Kfar Tebnit. Israel ainda não se manifestou oficialmente, mas já havia declarado que seus alvos são a milícia Hezbollah, que conta com o apoio do Irã.

Reações e Acordos em Negociação

Na terça-feira (16), o presidente dos EUA, Donald Trump, comentou que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, deveria agir com mais responsabilidade em relação ao Líbano. O conteúdo do acordo entre os EUA e o Irã para encerrar a guerra ainda não foi revelado, mas o Paquistão, que atua como mediador, afirma que o Líbano está incluído nas discussões.

Nos últimos dias, Netanyahu declarou que as tropas israelenses continuarão no sul do Líbano, mesmo com o acordo em andamento entre os Estados Unidos e o Irã. Ele enfatizou que Israel não participou das negociações e que tomará decisões com base em seus próprios interesses de segurança.

Pressões do Irã e Posição de Israel

Em uma coletiva de imprensa na segunda-feira (15), Netanyahu revelou que o Irã tentou incluir a retirada das forças israelenses do Líbano no acordo, mas essa exigência não foi aceita. Ele afirmou: “O Irã queria que nos retirássemos de lá, mas isso não aconteceu. Sabe por que não aconteceu? Porque me mantive muito, muito firme”.

O primeiro-ministro reiterou que a principal preocupação de seu governo é impedir que o Irã desenvolva armas nucleares. “Com ou sem acordo, faremos o que for necessário para evitar que o Irã obtenha armas nucleares. Enquanto eu for primeiro-ministro de Israel, isso não acontecerá”, afirmou.

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Zona de Segurança e Divergências Estratégicas

Israel mantém uma zona de segurança no sul do Líbano desde a ofensiva contra o Hezbollah, que ocorreu após os ataques do grupo ao norte de Israel no início da guerra. Teerã defende que o fim da presença militar israelense na região deve ser uma condição para qualquer entendimento com Washington.

Apesar das pressões, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, também confirmou que as tropas permanecerão no Líbano. Essa posição destaca uma das divergências entre o governo de Netanyahu e a estratégia de Trump para resolver o conflito com o Irã.

Durante as negociações, Trump expressou irritação com os bombardeios israelenses em Beirute, alertando que novas ofensivas poderiam prejudicar as conversas. No entanto, decidiu prosseguir com o acordo sem vincular sua implementação à retirada das forças israelenses do Líbano.

Fonte por: Jovem Pan

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