Justiça encerra inquérito sobre a morte do menino Ryan em operação policial

Arquivamento do Inquérito sobre a Morte de Ryan Santos
A Justiça decidiu arquivar o inquérito que investigava a morte do menino Ryan da Silva Andrade Santos, de 4 anos, que foi atingido por uma bala perdida durante uma perseguição policial em Santos, São Paulo, em 2024. O inquérito concluiu que não era possível atribuir culpa ao policial militar responsável pelo disparo, pois ele não agiu com imprudência. O Ministério Público de São Paulo (MPSP) abriu um novo procedimento para manter o caso sob investigação.
A reportagem está em contato com a defesa do policial e aguarda retorno da advogada Andrea Lemos, que representa a família de Ryan.
Detalhes do Caso
Ryan foi atingido por uma bala de calibre 12 enquanto brincava na rua, durante uma troca de tiros entre policiais e suspeitos que estavam em uma moto no Morro São Bento. No tiroteio, um dos adolescentes, Gregory Ribeiro Vasconcelos, de 17 anos, foi morto, e outro, de 15 anos, ficou ferido. A perícia indicou que a criança foi atingida por um disparo de um policial, que era o único armado com aquele calibre.
O relatório da Polícia Civil, baseado em laudo balístico, revelou que o projétil ricocheteou antes de atingir Ryan, o que, segundo o delegado, isentaria o policial de culpa, pois ele não poderia prever que a criança seria atingida. O inquérito concluiu que os policiais agiram em legítima defesa, uma vez que os suspeitos estavam armados e dispararam contra a polícia.
Novas Investigações e Conclusões
A promotoria criminal decidiu não apresentar denúncia contra os policiais, mas reconheceu a necessidade de novas investigações sobre a morte de Ryan. O Inquérito Policial Militar (IPM) levantou a hipótese de crime doloso, mas não prosseguiu devido à natureza da morte de um civil. Assim, o Ministério Público instaurou um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) para conduzir a investigação.
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Tragédia e Revolta na Comunidade
Ryan foi atingido no dia 5 de novembro de 2024, enquanto brincava no Morro de São Bento. Ele foi levado ao hospital, passou por cirurgia, mas não sobreviveu. O laudo necroscópico indicou que a causa da morte foi hemorragia aguda devido a ferimentos por projétil de arma de fogo, e o projétil foi encontrado alojado sob o mamilo esquerdo da criança.
Sete policiais militares foram investigados, incluindo o autor do disparo. Durante o inquérito, os policiais alegaram ter sido atacados por um grupo de cerca de dez pessoas e reagiram em defesa própria. A morte de Ryan gerou revolta na comunidade, especialmente porque seu pai, Leonel Andrade dos Santos, foi uma das 56 vítimas de ações policiais durante a Operação Verão na Baixada Santista, ocorrida entre janeiro e abril de 2024.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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