Lucro do Banco do Brasil despenca 54% no primeiro trimestre

Resultados do Banco do Brasil no 1º Trimestre de 2026
O Banco do Brasil reportou um lucro líquido ajustado de R$ 3,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026, o que representa uma queda de 53,5% em comparação ao mesmo período do ano anterior, quando o lucro foi de R$ 7,4 bilhões. Em relação ao quarto trimestre de 2025, a redução foi de 40,2%.
O lucro líquido contábil ficou em R$ 3,1 bilhões, apresentando uma diminuição de 54,4% em relação ao ano anterior e de 37,9% em comparação ao trimestre anterior. O retorno sobre o patrimônio líquido caiu para 7,3%, em comparação a 16,7% no primeiro trimestre de 2025 e 12,4% no quarto trimestre de 2025.
Fatores que Impactaram os Resultados
O principal fator que pressionou os resultados foi o custo do crédito, que totalizou R$ 18,9 bilhões, um aumento de 85,8% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e de 5% em relação ao trimestre anterior.
Os principais números do Banco do Brasil no primeiro trimestre incluem:
- Lucro líquido ajustado: R$ 3,4 bilhões, queda de 53,5% em 12 meses;
- Lucro líquido contábil: R$ 3,1 bilhões, baixa de 54,4%;
- Margem financeira bruta: R$ 27,4 bilhões, alta de 14,8%;
- Custo do crédito: R$ 18,9 bilhões, avanço de 85,8%;
- Receitas de prestação de serviços: R$ 8,8 bilhões, alta de 5,5%;
- Despesas administrativas: R$ 10 bilhões, aumento de 5,5%.
Desempenho da Carteira de Crédito
A margem financeira bruta alcançou R$ 27,4 bilhões, apresentando uma queda de 1,3% em relação ao quarto trimestre de 2025, mas um crescimento de 14,8% em comparação anual. O aumento foi impulsionado pela evolução das receitas financeiras e pelo crescimento das operações de crédito para pessoas físicas.
Leia também
A carteira de crédito expandida atingiu R$ 1,3 trilhão em março, com um crescimento de 0,7% no trimestre e de 2,2% em 12 meses. A carteira de pessoas físicas totalizou R$ 361,8 bilhões, um aumento de 7,8% em um ano, enquanto a de pessoas jurídicas caiu 2,4%, para R$ 449 bilhões. No setor do agronegócio, a carteira cresceu 3%, alcançando R$ 418,4 bilhões.
A inadimplência acima de 90 dias ficou em 5,05%, com um índice de cobertura de 158,4%. O capital principal foi de 11,59%, e o Índice de Basileia ficou em 14,23%.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.


