Lula intensifica discurso, enquanto governo ajusta estratégia contra facções

Lula liga atuação de Flávio à decisão dos EUA sobre facções terroristas e usa o fato para criticar bolsonaristas.

30/05/2026 04:20

3 min

Lula intensifica discurso, enquanto governo ajusta estratégia contra facções
(Imagem de reprodução da internet).

Reação de Lula à Classificação de Facções Criminosas como Terroristas

Após a decisão dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras como grupos terroristas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou seu discurso contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência. Lula associou a atuação do senador à decisão do governo Trump, utilizando o evento para criticar os bolsonaristas.

O Palácio do Planalto, cerca de 18 horas após o anúncio, divulgou uma nota oficial condenando a atuação da família Bolsonaro nos EUA, descrevendo-a como “deplorável”. No entanto, ministérios como o da Justiça e Segurança Pública e o Itamaraty ainda não se manifestaram oficialmente sobre a decisão americana, avaliando como agir em relação à classificação das facções.

Postura do Presidente e Defesa da Soberania Nacional

Durante uma agenda em Sergipe, Lula adotou um tom mais agressivo em relação a Flávio Bolsonaro, chamando-o de “traidor”. O presidente criticou o senador por supostamente pedir intervenção americana no Brasil, afirmando que se Flávio quisesse realmente combater o crime, deveria solicitar a prisão de milicianos.

Lula também aproveitou a oportunidade para defender a soberania nacional e reiterar a importância da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que está parada no Senado desde março. Ele enfatizou a necessidade de não brincar com a soberania do país e pediu apoio para a aprovação da PEC.

Comunicado do Planalto e Relações Diplomáticas

O comunicado do Planalto reafirmou a soberania do Brasil em relação à decisão dos EUA, que considerou o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas. O governo destacou que o combate a essas facções é uma prioridade e que a cooperação internacional é essencial para enfrentar o crime organizado.

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Apesar das declarações do presidente, o Itamaraty ainda não se posicionou oficialmente sobre a classificação das facções, embora membros do governo tenham considerado os impactos da medida como prejudiciais ao Estado brasileiro.

Reação da Oposição e Críticas a Lula

Entre os opositores, a decisão dos EUA foi recebida com comemorações, com Flávio Bolsonaro utilizando um tom provocador durante um evento em Curitiba. Ele criticou Lula, insinuando que o presidente estava “lamber a bota” de Trump e que a oposição já havia feito mais pelo Brasil do que os governos petistas.

Flávio também acusou Lula de defender a soberania do PCC e do CV, insinuando que o presidente poderia estar envolvido com organizações narcoterroristas ou sob ameaça delas. Ele afirmou que a oposição não aceitará essa defesa das facções criminosas.

Fonte por: CNN Brasil

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