Mocidade Alegre conquista o título de campeã do Carnaval de São Paulo
Escola se une à Vai-Vai, detentora de títulos; Rosas de Ouro e Águia de Ouro enfrentam rebaixamento. Confira no Poder360.
Mocidade Alegre é campeã do Carnaval de São Paulo 2026
A Mocidade Alegre conquistou o título do Carnaval de São Paulo em 2026, marcando sua 13ª vitória na competição. A escola se aproxima da Vai-Vai, que detém o recorde com 15 títulos. Durante a apuração, a Mocidade Alegre manteve a liderança na pontuação.
Com um total de 269,8 pontos, a Mocidade Alegre ficou à frente da Gaviões da Fiel, que obteve 269,7 pontos, e da Dragões da Real, com 269,6 pontos. A Rosas de Ouro, campeã de 2025, e a Águia de Ouro foram rebaixadas.
Resultados do Carnaval 2026
As escolas Tucuruvi e Pérola Negra foram as campeãs do Grupo de Acesso e garantirão suas vagas no Grupo Especial em 2027.
Resultados finais:
- Mocidade Alegre – 269,8
- Gaviões da Fiel – 269,7
- Dragões da Real – 269,6
- Acadêmicos do Tatuapé – 269,5
- Barroca Zona Sul – 269,4
- Tom Maior – 269,4
- Estrela do Terceiro Milênio – 269,1
- Mocidade Unida da Mooca – 269
- Império de Casa Verde – 268,9
- Camisa Verde e Branco – 268,8
- Colorado do Brás – 268,7
- Vai-Vai – 268,6
- Rosas de Ouro – 268,4
- Águia de Ouro – 268,2
Enredo e Homenagem
Com o enredo “Malunga Léa – Rapsódia de uma Deusa Negra”, a Mocidade Alegre homenageou a atriz Léa Garcia, destacando seu papel como Rosa na novela “Escrava Isaura” e sua vitória no Festival de Cannes em 1957 pelo filme “Orfeu Negro”, que ganhou o Oscar de Melhor Filme Internacional em 1970.
O samba-enredo foi composto por diversos artistas, incluindo Aquiles da Vila e Fabiano Sorriso, e trouxe uma mensagem poderosa sobre a força e a resistência da mulher negra.
Letra do Samba-Enredo
“Laroyê! Bate três vezes…
Ê mojubá! A Deusa Negra é ela!
A filha de Oxumarê
Que traz no sangue a força da mulher
Pisa forte nesse chão
Afirmando seu lugar
Pra fazer revolução
Seu direito conquistar
Nosso povo entra em cena
A arte nunca pode se render
Ecoa a voz do “Nascimento”
Orfeu sobe o morro pra vencer! Lerê! Lerê! Lerererere!
Lerê! Lerê! Lerererere!
A guerreira no “Quilombo”
Fez valer o seu
Consagração, da negritude
Resiste entre tantos personagens
A pele preta é armadura
No palco, expressão de liberdade
Evoé, mulher!
Igual a ti eu nunca vi
Você ainda está aqui
Pra sempre, presente!
É sua coroação
Protagonista no meu pavilhão
Ô! Malunga!
Ô! Malunga ê!
Malunga Léa, arroboboi
Toca o bravum com ancestralidade
No terreiro Mocidade!”
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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