Moraes inicia investigação sobre descobertas no celular de Wassef

Ministro do STF Abre Investigação sobre Celular de Advogado de Bolsonaro
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou a abertura de uma investigação sigilosa sobre “eventos fortuitos” encontrados no celular de Frederick Wassef, advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro. A decisão foi tomada durante o inquérito que investiga as joias sauditas.
Nova Apuração e Prazos
A ordem foi assinada na terça-feira, 30 de junho de 2026, e a nova investigação será realizada separadamente do inquérito original. Moraes concedeu um prazo de 15 dias para que a Procuradoria Geral da República (PGR) se manifeste sobre as descobertas da Polícia Federal e as “hipóteses criminais” levantadas pelos investigadores.
Contexto da Investigação
A decisão do ministro ocorreu meses após o pedido da Polícia Federal, feito em 4 de março de 2026, que solicitou o arquivamento da investigação principal. Essa apuração investigava a apropriação de objetos de luxo recebidos por Bolsonaro como presentes de autoridades estrangeiras e a venda ilegal de joias da Arábia Saudita.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, argumentou que a falta de uma legislação específica sobre a destinação de presentes recebidos por presidentes inviabiliza uma denúncia por peculato. No entanto, Moraes decidiu não arquivar a apuração e pediu um pronunciamento da PGR sobre o pedido da Polícia Federal relacionado a Wassef.
Reação de Wassef
Frederick Wassef contestou a validade da busca e apreensão que resultou na coleta de seu celular, alegando que a operação foi realizada sem a presença de um representante da OAB, o que, segundo ele, torna o procedimento “nulo e ilegal”. O advogado também questionou a relevância de qualquer informação encontrada no aparelho, dado o tempo decorrido desde a apreensão.
Leia também
Wassef afirmou que nunca praticou irregularidades e que não há nada em seus celulares que justifique uma apuração sem justa causa. Ele destacou que suas prerrogativas como advogado foram violadas durante a busca e apreensão, que durou quatro horas e meia.
Conclusão
A abertura da nova investigação sobre Frederick Wassef reflete a continuidade das apurações relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados. A decisão de Moraes e as alegações de Wassef sobre a legalidade da operação evidenciam a complexidade do caso e as tensões entre as partes envolvidas.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.


