PGR solicita que investigação da “Abin paralela” seja enviada à 1ª instância

Gonet afirma que Jair Bolsonaro é o único investigado com foro privilegiado e já teve sua conduta analisada. Confira no Poder360.

19/06/2026 06:40

2 min

Gonet
Gonet

Pedido de Transferência da Investigação da “Abin Paralela

A Procuradoria Geral da República solicitou, na quinta-feira (18 de junho de 2026), a transferência da investigação sobre a “Abin paralela” do Supremo Tribunal Federal (STF) para a 1ª instância da Justiça. O procurador-geral, Paulo Gonet, argumenta que o ex-presidente Jair Bolsonaro era o único investigado com foro privilegiado e que sua conduta já foi analisada em um processo anterior, no qual foi condenado por tentativa de golpe de Estado.

Motivos para a Transferência

No documento apresentado, Gonet afirma que os fatos restantes não estão diretamente relacionados à autoridade com foro especial e que as investigações pendentes se concentram em ilícitos contra a Administração Pública. Ele argumenta que esses ilícitos não justificam a atuação da Suprema Corte.

Se o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, acatar o pedido, as investigações serão conduzidas por um juiz de 1ª instância.

Contexto da “Abin Paralela”

A “Abin paralela” refere-se a um esquema de espionagem ilegal que utilizou a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência para monitorar autoridades, jornalistas e adversários políticos de Bolsonaro. A investigação começou em março de 2023 e foi concluída em junho de 2025, resultando no indiciamento de 36 pessoas, incluindo Carlos Bolsonaro e Alexandre Ramagem.

O relatório final da Polícia Federal indica que Jair e Carlos Bolsonaro faziam parte do “núcleo político” da “Abin paralela”, definindo alvos e se beneficiando das ações ilegais. Bolsonaro, identificado como “01”, recebia informações diretamente de Ramagem, enquanto Carlos, identificado como “02”, liderava campanhas de desinformação e interferia em investigações envolvendo sua família.

Leia também

Conclusão sobre a Investigação

O relatório também menciona tentativas de Bolsonaro de barrar investigações relacionadas à operação Furna da Onça, que envolveu seu filho Flávio Bolsonaro. A operação utilizou um sistema de espionagem contratado de forma irregular, que permitiu mais de 60.000 consultas ilegais a terminais telefônicos sem autorização judicial, afetando ministros do STF, políticos e jornalistas.

Embora Bolsonaro não tenha sido formalmente indiciado nesta investigação, ele já enfrentou acusações pelo mesmo crime em um processo anterior relacionado à tentativa de golpe.

Fonte por: Poder 360

Autor(a):

Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!