PGR solicita que investigação da “Abin paralela” seja enviada à 1ª instância

Pedido de Transferência da Investigação da “Abin Paralela“
A Procuradoria Geral da República solicitou, na quinta-feira (18 de junho de 2026), a transferência da investigação sobre a “Abin paralela” do Supremo Tribunal Federal (STF) para a 1ª instância da Justiça. O procurador-geral, Paulo Gonet, argumenta que o ex-presidente Jair Bolsonaro era o único investigado com foro privilegiado e que sua conduta já foi analisada em um processo anterior, no qual foi condenado por tentativa de golpe de Estado.
Motivos para a Transferência
No documento apresentado, Gonet afirma que os fatos restantes não estão diretamente relacionados à autoridade com foro especial e que as investigações pendentes se concentram em ilícitos contra a Administração Pública. Ele argumenta que esses ilícitos não justificam a atuação da Suprema Corte.
Se o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, acatar o pedido, as investigações serão conduzidas por um juiz de 1ª instância.
Contexto da “Abin Paralela”
A “Abin paralela” refere-se a um esquema de espionagem ilegal que utilizou a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência para monitorar autoridades, jornalistas e adversários políticos de Bolsonaro. A investigação começou em março de 2023 e foi concluída em junho de 2025, resultando no indiciamento de 36 pessoas, incluindo Carlos Bolsonaro e Alexandre Ramagem.
O relatório final da Polícia Federal indica que Jair e Carlos Bolsonaro faziam parte do “núcleo político” da “Abin paralela”, definindo alvos e se beneficiando das ações ilegais. Bolsonaro, identificado como “01”, recebia informações diretamente de Ramagem, enquanto Carlos, identificado como “02”, liderava campanhas de desinformação e interferia em investigações envolvendo sua família.
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Conclusão sobre a Investigação
O relatório também menciona tentativas de Bolsonaro de barrar investigações relacionadas à operação Furna da Onça, que envolveu seu filho Flávio Bolsonaro. A operação utilizou um sistema de espionagem contratado de forma irregular, que permitiu mais de 60.000 consultas ilegais a terminais telefônicos sem autorização judicial, afetando ministros do STF, políticos e jornalistas.
Embora Bolsonaro não tenha sido formalmente indiciado nesta investigação, ele já enfrentou acusações pelo mesmo crime em um processo anterior relacionado à tentativa de golpe.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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