Quase metade das crianças no mundo enfrenta riscos climáticos

Riscos Climáticos Afetam Crianças em Todo o Mundo
Um estudo recente revela que cerca de 1,1 bilhão de crianças e adolescentes globalmente estão expostos a pelo menos três riscos climáticos, que comprometem sua saúde, educação e sobrevivência. Essas informações fazem parte do Relatório de Risco Climático das Crianças 2026, divulgado pelo Unicef em 15 de junho de 2026.
O relatório destaca que quase todas as crianças enfrentam pelo menos um risco climático, e mais de 4 milhões podem estar sujeitas a até seis ameaças diferentes. No Brasil, 16 milhões de crianças estão expostas a três ou mais riscos, como ondas de calor e secas.
Ameaças Climáticas Mais Comuns
O estudo mapeia a exposição das crianças a oito ameaças climáticas predominantes: enchentes costeiras, secas, calor extremo, queimadas, ondas de calor, enchentes de rios, tempestades de areia e poeira, e tempestades tropicais. Pela primeira vez, o relatório detalha a intensidade e a localização dessas ameaças, além de sugerir ações que os governos podem adotar para mitigar os impactos.
De acordo com a diretora-executiva do Unicef, Catherine Russell, as vidas das crianças estão sendo severamente afetadas por fenômenos como ondas de calor e incêndios florestais.
Combinações de Riscos e Regiões Vulneráveis
A combinação mais frequente de riscos climáticos inclui seca, calor extremo e ondas de calor, afetando mais de 296 milhões de crianças. A segunda combinação mais comum, que envolve seca, calor extremo e tempestades tropicais, impacta mais de 115 milhões de crianças globalmente. Na região do Sahel, na África, mais de 4 milhões de crianças enfrentam a tripla ameaça de ondas de calor, calor extremo e tempestades de areia.
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Na Ásia, países como Bangladesh, Mianmar e Paquistão apresentam uma exposição ainda maior a essas ameaças. Mesmo em países de alta renda, como a Itália, mais de 6 milhões de crianças estão expostas a ondas de calor prolongadas e secas.
Poluição do Ar e Malária
Além das ameaças climáticas, o relatório também aborda a poluição do ar e a malária, que são riscos exacerbados pelas mudanças climáticas. Globalmente, quase todas as crianças são afetadas pela poluição do ar, enquanto 1 bilhão está exposto à malária. No Brasil, 95% das crianças e adolescentes enfrentam a poluição do ar, e 5,6 milhões estão em risco de malária.
O relatório alerta que, sem ações urgentes para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, as ameaças climáticas se tornarão mais frequentes e intensas, afetando ainda mais o bem-estar das crianças.
Recomendações do Unicef
Para proteger os direitos das crianças e enfrentar a crise climática, o Unicef propõe diversas recomendações, incluindo:
- Reduzir as emissões e adotar ações para cumprir compromissos internacionais, como a transição para energias renováveis;
- Proteger crianças e adolescentes por meio de adaptações climáticas inclusivas;
- Reduzir riscos de desastres e tornar serviços públicos essenciais mais resilientes;
- Incluir políticas para crianças nos planos nacionais de adaptação;
- Criar escolas seguras e unidades de saúde resilientes ao clima;
- Assegurar a segurança alimentar das crianças;
- Tornar sistemas de alerta precoce eficazes e acessíveis;
- Fortalecer serviços de água e saneamento e sistemas de proteção social;
- Empoderar crianças e jovens para que participem ativamente da ação climática;
- Fortalecer a capacidade de tomadores de decisão em respeitar os direitos das crianças.
Essas recomendações visam ajudar governos e tomadores de decisão a planejar melhor e investir de forma eficaz em serviços resilientes.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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