Síndrome respiratória grave aumenta entre bebês com até 2 anos

Vírus sincicial respiratório lidera internações; Fiocruz recomenda vacinação para gestantes e grupos prioritários.

20/04/2026 08:30

2 min

Síndrome respiratória grave aumenta entre bebês com até 2 anos
(Imagem de reprodução da internet).

Aumento de Casos de SRAG em Crianças Menores de 2 Anos

Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) aumentaram em crianças com menos de 2 anos em quatro das cinco regiões do Brasil: Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. O Boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz em 16 de abril de 2026, aponta que o principal fator para essa elevação é o aumento das hospitalizações devido ao vírus sincicial respiratório (VSR).

Contexto Epidemiológico

O levantamento se refere à Semana Epidemiológica 14, que abrange o período de 5 a 11 de abril. O boletim também indica que os casos graves de covid-19 continuam a apresentar queda no país. A pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe, destaca que o VSR é uma das principais causas de internações por SRAG em crianças pequenas e está associado a bronquiolites.

Portella recomenda que gestantes a partir da 28ª semana de gestação se vacinem contra o VSR para proteger seus bebês nos primeiros meses de vida. Além disso, com o aumento das hospitalizações por influenza A, ela enfatiza a importância da vacinação para a população prioritária.

Cenário Nacional da SRAG

Os casos de SRAG no Brasil mostram estabilidade nas tendências de curto e longo prazo. O novo boletim revela que 14 estados estão em níveis de alerta ou alto risco nas últimas duas semanas, com sinais de crescimento na tendência de longo prazo. Os estados em questão incluem Acre, Pará, Tocantins, Maranhão, Piauí, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

O crescimento do VSR foi observado em todo o Centro-Oeste e Sudeste, além de algumas regiões do Norte e Nordeste. Por outro lado, os casos de SRAG associados à influenza A estão em queda em alguns estados, como Maranhão, Ceará e Piauí.

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Incidência e Mortalidade

Nas últimas oito semanas, a incidência e a mortalidade por SRAG mantêm um padrão característico, com maior impacto nas faixas etárias extremas. A incidência é mais elevada entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade afeta principalmente os idosos, com destaque para a influenza A e a covid-19.

Até o momento, foram notificados 37.244 casos de SRAG no ano epidemiológico de 2026, com 42,5% apresentando resultado positivo para algum vírus respiratório. Entre os positivos, 41,1% foram de rinovírus, 25,5% de influenza A, 17,4% de VSR, 10,2% de Sars-CoV-2 e 1,7% de influenza B.

Fonte por: Poder 360

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